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Criada por brasileiros, marca que calçou Taylor Swift está preparada para enfrentar tarifaço nos EUA

Larroudé tem duas fábricas próprias em Sapiranga/RS

Criada por brasileiros, marca que calçou Taylor Swift está preparada para enfrentar tarifaço nos EUA

Marca de calçados femininos de luxo, criada em 2020 por brasileiros nos Estados Unidos, que produz no Rio Grande do Sul e calçou celebridades como Taylor Swift e Blue Ivy Carter (filha de Beyoncé), disse ao Exclusivo que está preparada para enfrentar o tarifaço. A Larroudé utiliza seu modelo de negócio como estratégia para superar a tarifa de 50% aos produtos importados do Brasil, que entra em vigor nesta quarta-feira (6), no país norte-americano.

Larroudé tem duas fábricas próprias em Sapiranga/RS
Divulgação/Larroudé Larroudé tem duas fábricas próprias em Sapiranga/RS

Em entrevista ao Exclusivo, o CEO da Larroudé, Ricardo Larroudé, destaca que, pela empresa ter uma operação verticalizada – modelo de negócio em que controla todas as etapas de sua cadeia produtiva, desde a matéria-prima até a distribuição do produto final –, “absorverá parte” dos custos da tarifa e “repassará outra parte” ao cliente final. “Por sermos verticalizados (fábrica e marca), estamos mais preparados para lidar com isso do que os representantes de exportação, que geralmente trabalham com um custo-alvo (gestão de custos que define um custo máximo para um produto ou serviço com base no preço de venda e na margem de lucro desejada)”, observa Ricardo.

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Ricardo Larroudé
Arquivo/GES Ricardo Larroudé

Em relação às perspectivas a partir da tarifa de 50% imposta aos produtos brasileiros nos Estados Unidos, o CEO da Larroudé reitera que o caminho está na verticalização da operação das empresas. “Acredito que o ambiente tarifário hoje é uma realidade a ser lidada. Os vencedores serão os mais verticalizados, ágeis e alinhados com a consumidora final”, salienta o executivo.

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Aumento de 2% no preço médio em função do tarifaço

O preço médio do calçado da Larroudé é US$ 300. Com a taxação nos Estados Unidos, a marca absorverá um custo adicional de US$ 10, enquanto que o cliente final pagará US$ 5 a mais. Ou seja, os produtos da grife sofrerão um aumento da ordem de 2%.

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Tarifaço e investimento no Brasil

Apesar do tarifaço, a Larroudé segue o “curso de crescimento” nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, Ricardo destaca que o Brasil, mercado que responde por 10% dos negócios da marca, será um “ponto de foco”. “O nosso negócio no mercado brasileiro tem crescido muito e vamos investir mais para vender para clientes brasileiras também. O Brasil está crescendo muito mais rápido do que esperávamos, então vale a pena investir aqui também”, revela.

“Força” do Vale do Sinos

Ricardo é um “ferrenho defensor” pelo fortalecimento do Vale do Sinos como produtor mundial de calçados. Agora, com o cenário da tarifa de 50% nos Estados Unidos, o empresário reforça que a região (Vale do Sinos) deve se reestruturar para atender o mercado internacional. “Acho importante o vale (Vale do Sinos) pensar sobre estrutura e se conectar com o cliente final e trazer marcas para operarem direto na região”, comenta.

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E-commerce no Brasil desde o ano passado

Marina e Ricardo Larroudé
Michel Pozzebon/GES-Especial Marina e Ricardo Larroudé

A Larroudé foi criada em 2020, em Nova York, nos Estados Unidos, pelo casal de brasileiros Marina e Ricardo Larroudé. No fim do ano passado, começou a operar seu e-commerce no Brasil – anteriormente, o site atendia somente o mercado externo, especialmente os Estados Unidos. A marca tem duas fábricas próprias em Sapiranga/RS e conta com escritórios em Nova York (Estados Unidos) e em São Paulo/SP.

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