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Com tarifas nos EUA, marca de calçados projeta impacto de US$ 90 milhões no lucro

Puma aumentou vendas de calçados em 5% no segundo trimestre de 2025

Com tarifas nos EUA, marca de calçados projeta impacto de US$ 90 milhões no lucro

Diante das tarifas de importação nos Estados Unidos, uma marca de calçados projeta um impacto da ordem de US$ 90 milhões em seu lucro bruto de 2025. Apesar das medidas de mitigação que a alemã Puma tem implementado, as taxas anunciadas pelo governo americano devem refletir no desempenho da companhia, que demanda grande parte de sua produção em países asiáticos.

Puma aumentou vendas de calçados em 5% no segundo trimestre de 2025
Divulgação/Puma Puma aumentou vendas de calçados em 5% no segundo trimestre de 2025

Entre as medidas de mitigação anunciadas pela Puma estão otimização da cadeia de suprimentos, ajustes de preços e colaboração com parceiros. A marca observa que o desempenho “mais fraco” no segundo trimestre, apesar do aumento de 5% nas vendas de calçados, “deverá persistir” pelo restante de 2025, “resultando em níveis de estoque mais elevados”. “Neste contexto, a Puma continuará reduzindo ativamente os níveis de estoque”, diz a companhia em comunicado obtido pelo Exclusivo.

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Para o EBIT (Lucro antes de juros e imposto de renda, na tradução da sigla para o português), a Puma prevê prejuízo no ano fiscal de 2025. A empresa destaca que isso reflete no “desenvolvimento mais fraco da receita”. Ao mesmo tempo, também aponta que o resultado será impactado por “maiores dificuldades cambiais e tarifas americanas”. Entre as medidas adicionais para mitigar esses impactos, a empresa cita encargos extraordinários para “alinhar ainda mais a base de custos” no segundo semestre de 2025.

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Revisão dos investimentos

Diante das incertezas no mercado internacional, principalmente pelas tarifas nos Estados Unidos (maior mercado consumidor do mundo), a Puma revisou seus investimentos. Nesse sentido, a companhia reduziu os aportes de capital em US$ 57 milhões. “Em resposta ao desempenho do segundo trimestre a à perspectiva de crescimento moderada no segundo semestre de 2025”, explica a empresa.

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