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Taxação dos EUA a produtos brasileiros em 50% preocupa calçadistas

Presidente dos EUA, Donald Trump, promoveu o tarifaço contra o Brasil

Taxação dos EUA a produtos brasileiros em 50% preocupa calçadistas

O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira (9), em taxar a importação de produtos brasileiros em 50% preocupa calçadistas. No primeiro semestre, o país norte-americano foi o principal mercado internacional para o calçado Made in Brasil. Os estadunidenses importaram 5,8 milhões de pares por US$ 111,8 milhões, incrementos de 13,5% e de 7,2%, respectivamente, em relação aos seis primeiros meses de 2024.

Presidente dos EUA, Donald Trump
Divulgação/White House Presidente dos EUA, Donald Trump

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) “reporta surpresa e preocupação” com a carta enviada por Trump ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em que anuncia a taxação de 50% para todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos a partir de 1º de agosto.

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“Grande balde de água fria” nos calçadistas

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca a preocupação dos calçadistas com a tarifa anunciada. “No primeiro semestre, estávamos, aos poucos, recuperando mercado nos Estados Unidos, apesar de todas as instabilidades. O anúncio do presidente Trump, com novas tarifas é um grande balde de água fria para o setor calçadista brasileiro”, lamenta. Ferreira, ressalta, ainda, que “os Estados Unidos, em linhas gerais, têm um déficit comercial, mas com o Brasil tem superávit, não justificando a medida”.

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“Prioridade é negociar com o governo Trump”

A imposição de 50% de tarifas sobre o produto brasileiro por parte dos Estados Unidos também foi recebida com preocupação e surpresa pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para a instituição, a prioridade deve ser intensificar a negociação com governo Trump para preservar a relação comercial histórica e complementar entre os países.

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“Não existe qualquer fato econômico que justifique uma medida desse tamanho, elevando as tarifas sobre o Brasil do piso ao teto”, disse o presidente da CNI, Ricardo Alban. O dirigente observa, sobretudo, que os impactos dessas tarifas “podem ser graves para a nossa indústria, que é muito interligada ao sistema produtivo americano”. Além disso, segundo Alban, “uma quebra nessa relação traria muitos prejuízos à nossa economia”.

Brasil e Estados Unidos sustentam, conforme a CNI, “uma relação econômica robusta, estratégica e mutuamente benéfica alicerçada em 200 anos de parceria”. Os americanos são o terceiro principal parceiro comercial brasileiro e o principal destino das exportações da indústria de transformação nacional.

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“O aumento da tarifa para 50% terá impacto significativo na competitividade de cerca de 10 mil empresas que exportam para os Estados Unidos”, diz CNI.

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