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Relatório mapeia produção do couro wet blue no Brasil

Dados do relatório são dos maiores produtores do material no País

Relatório mapeia produção do couro wet blue no Brasil

O setor coureiro do Brasil apresentou, recentemente, o “Relatório de Sustentabilidade Setorial da Indústria Brasileira de Couros 2026 / ano-base 2024”. O documento apresenta indicadores, números e resultados no escopo ambiental, social e de governança corporativa da produção de couros wet blue no País nos anos de 2023 e 2024. A coleta de dados, organização e apresentação dos resultados foi liderada pelo projeto Brazilian Leather, parceria entre o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). As informações foram coletadas a partir do trabalho de 28 unidades produtivas de couros wet blue — todas pertencentes aos maiores grupos empresariais da indústria curtidora nacional, compreendendo a produção de 21,7 milhões de peças de wet blue em 2023 e 23,2 milhões de peças em 2024.

Dados do relatório são dos maiores produtores do material no País
Divulgação/CICB Dados do relatório são dos maiores produtores do material no País

Segundo o assessor de Sustentabilidade do CICB, Ricardo Andrade, com o relatório, todas as empresas que produzem wet blue no Brasil podem avaliar se o seu uso de insumos como água ou químicos, por exemplo, está em linha, inferior ou superior à média brasileira. “Isso apoia diretrizes de aprimoramento contínuo e adoção de melhores práticas. É a primeira vez que esse tipo de dado geral é organizado e divulgado no País, e temos a intenção de ampliar coletas de informação desse gênero”, comenta.

Com o auxílio da plataforma de gestão em sustentabilidade ESG Now, o Brazilian Leather desenvolveu e customizou software com indicadores ligados à produção curtidora no País.

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Insumo água

Água é um insumo essencial para a produção de couros. Ao longo dos anos, segundo o CICB, o setor tem investido intensamente em pesquisa, inovação e tecnologia para reduzir o consumo hídrico, fazendo a reutilização do recurso, otimizando processos e aprimorando sistemas de tratamento. Como resultado, houve redução gradual do consumo de água por peça no processo até o wet blue. De acordo com dados do relatório de sustentabilidade setorial, em 2023, para a produção de 19,4 milhões de peças, foram utilizados, em média, 0,257 metros cúbicos de água. Já, no ano seguinte, para produzir 21,1 milhões de peças, se empregou a utilização média de 0,254 metros cúbicos.

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Consumo de energia elétrica

Em todas as indústrias, o consumo de energia elétrica é uma pauta primária quando se trata de avaliar e evoluir indicadores de sustentabilidade e eficiência. E, conforme o CICB, na produção de wet blue no Brasil, o consumo energético “é um ponto central de projetos e busca de aprimoramento na operação das máquinas, em estações de tratamento de efluentes, no ambiente laboral e em todos os demais processos produtivos”. Segundo o relatório, em 2023, para produzir 18,2 milhões de peças de wet blue foram utilizados, em média, 3,957 kwh (quilowatt-hora). No ano seguinte, na produção de 18,3 milhões de peças, se utilizou na média 4,071 kwh.

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