Negócios
Para o setor coureiro, tarifaço nos EUA "representa duro golpe"
O setor coureiro brasileiro avalia o tarifaço oficializado por Donald Trump como um "duro golpe".
Última atualização: 31/07/2025 07:00
Assim como os calçados, o couro brasileiro também ficou de fora da lista de exceções do "tarifaço" oficializado, nesta terça-feira (30), pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), principal entidade de classe da indústria coureira nacional, a medida "representa duro golpe". Em recente matéria do Exclusivo, o segmento já projetava que a tarifa de 50% traria "impactos severos".
"A medida imposta pelo governo norte-americano representa um duro golpe às relações comerciais entre os dois países, incluindo a parceria longeva para o setor de couros", diz o CICB em comunicado enviado ao Exclusivo.
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De acordo com o CICB, os Estados Unidos "têm sido, historicamente, um dos principais parceiros comerciais" do Brasil no setor: em 2024, ocuparam o segundo lugar entre os maiores importadores de couro brasileiro, com 13,3% de participação em valores. Em 2025, até junho, mantêm-se na vice-liderança, com 13,6%.
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"Produto essencial para a geração de empregos"
No comunicado, a entidade reitera, sobretudo, que as exportações brasileiras de couro para os Estados Unidos estão sendo compostas majoritariamente por couro acabado – mais de 92% do total neste ano –, "produto de alto valor agregado e essencial para a geração de empregos, renda e desenvolvimento tecnológico em todo o País".
O CICB destaca também que o "tarifaço" deve "gerar impactos negativos em pedidos, fluxos produtivos e empregos". Além disso, a entidade aponta que a medida coloca em risco "não apenas o setor curtidor, mas também toda a cadeia envolvida, como química, máquinas, logística e serviços".
Ao mesmo tempo, a entidade do setor coureiro informa que tem trabalhado junto ao governo brasileiro e "espera que o poder executivo continue com tratativas para a eliminação de taxas, incluindo em seu escopo de ação medidas compensatórias" para a indústria brasileira.
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