Grendene lucra mais de R$ 100 milhões em três meses, queda de 10%
A Grendene (Farroupilha/RS) registrou lucro líquido de R$ 102 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), queda de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido ajustado da fabricante de calçados soma R$ 122 milhões, recuo de 23,9%. As informações foram divulgadas pela organização nesta quinta-feira (7). Em abril, Alexandre Grendene deixou de ser acionista direto da Grendene.

A companhia destaca que, no 1T26, “o ambiente macroeconômico permaneceu desafiador para o consumo, refletindo um cenário ainda marcado por maior seletividade do consumidor, níveis elevados de endividamento das famílias e um ambiente concorrencial mais intenso no mercado doméstico”. Esse contexto, conforme a calçadista, “influenciou a dinâmica da demanda ao longo do período, impactando o comportamento de compra e o ritmo de reposição ao longo da cadeia de varejo”.
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No 1T26, a receita líquida de vendas alcançou R$ 533,8 milhões, redução de 5,3% frente aos R$ 563,8 milhões do primeiro trimestre de 2025 (1T25), enquanto o volume total vendido foi de 25,7 milhões de pares, alta de 1,6%. A receita líquida por par caiu 6,8%, para R$ 20,78, influenciada por maior participação de categorias de menor preço e por mais descontos concedidos.
Mercado internacional
A Grendene informa que, no mercado internacional, o trimestre (1T26) “foi marcado por um ambiente mais cauteloso, com reflexos sobre o ritmo de pedidos e embarques, em linha com fatores conjunturais que vêm impactando o comércio global”. A calçadista observou “retração de volumes em mercados relevantes”, especialmente na Europa, Ásia e Oriente Médio, “parcialmente compensada” por melhor desempenho em regiões específicas, como a América do Norte.
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