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Pix pressiona operação das vendas pela Internet no Brasil

Pix atingiu quase 300 milhões de transações em um único dia

Pix pressiona operação das vendas pela Internet no Brasil

O comércio eletrônico no Brasil mantém ritmo acelerado de expansão e deve ultrapassar R$ 260 bilhões em faturamento em 2026, segundo projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOMM). O avanço do Pix e o crescimento das transações em tempo real aumentam a pressão sobre a infraestrutura de pagamentos, exigindo mais estabilidade, capacidade de processamento e controle de risco em operações cada vez mais volumosas.

Pix atingiu quase 300 milhões de transações em um único dia
Arquivo/GES Avanço do Pix tem impactado a infraestrutura de pagamentos no Brasil

Hugo Venda, CEO do gateway de pagamento UnicoPag (São Paulo/SP), afirma que “o crescimento do e-commerce brasileiro deixou de ser limitado pela demanda e passou a depender diretamente da capacidade operacional das empresas, especialmente na etapa de pagamento, onde estão concentradas as maiores perdas de receita e os principais pontos de fricção da jornada do consumidor”. A análise reflete o cenário observado em operações que lidam diariamente com aprovação de pagamentos, indisponibilidade de sistemas e inconsistências no check-out.

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Dados do Banco Central mostram que o Pix já disputa a liderança entre os meios de pagamento no comércio eletrônico e deve ampliar participação nos próximos anos, enquanto levantamentos recentes indicam que o valor das tentativas de fraude digital cresceu mais de 15% em 2025, com perdas financeiras mais elevadas por ocorrência. O Brasil também segue entre os países com maiores índices de chargeback (contestação de uma compra feita pelo titular do cartão de crédito ou débito junto ao banco emissor, resultando no cancelamento e estorno do valor), o que impacta diretamente margens e exige maior rigor nos processos de validação e autorização.

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Consumidor

O comportamento do consumidor reforça esse quadro. Parte relevante dos usuários desiste da compra diante de falhas no pagamento, lentidão ou percepção de risco, o que transforma o check-out em um ponto crítico de retenção de receita. Em um ambiente competitivo, pequenas instabilidades ou recusas indevidas têm efeito direto sobre a conversão e o faturamento.

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Segundo o CEO da UnicoPag, “empresas que tratam pagamento como um elemento central da operação, com gestão ativa de aprovação, controle de fraude e diversificação de meios, conseguem crescer com mais consistência, enquanto estruturas pouco preparadas tendem a perder receita e enfrentar dificuldades para sustentar escala”.

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