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Com taxa de 50% nos EUA, indústria gaúcha terá perda de R$ 1,9 bilhão no PIB

Atividade da indústria calçadista registrou queda no acumulado de janeiro a outubro

Com taxa de 50% nos EUA, indústria gaúcha terá perda de R$ 1,9 bilhão no PIB

A indústria gaúcha terá perda potencial de R$ 1,9 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB) com taxa americana de 50% sobre produtos exportados pelo Brasil. A informação foi apresentada pelo economista-chefe do Sistema Fiergs, Giovani Baggio, a partir da pesquisa Projeções dos impactos no Brasil das medidas tarifárias dos Estados Unidos até julho de 2025, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em reunião, nesta sexta-feira (18), com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). O objetivo do encontro, no Palácio Piratini, em Porto Alegre/RS, era reunir subsídios e possíveis estratégias que possam ser levadas pelo cônsul-geral, Jason Green, ao Consulado Geral na capital gaúcha e, posteriormente, à Embaixada dos EUA no Brasil.

Atividade da indústria calçadista registrou queda no acumulado de janeiro a outubro
Arquivo/GES Indústria calçadista é um dos setores mais dependentes dos Estados Unidos

O Rio Grande do Sul seria o segundo estado com maior perda potencial do produto interno, atrás de São Paulo (R$ 4,47 bilhões). Do mesmo modo, o impacto no PIB brasileiro é na ordem de -0,16%, o equivalente a R$ 19,2 bilhões. Nas exportações, a queda chega a R$ 52 bilhões e, nas importações, em R$ 33 bilhões. Para os empregos, é estimada uma redução de 0,21%, o que atingiria 110 mil postos de trabalho.

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Minimização de prejuízos na indústria gaúcha

No encontro com o Sistema Fiergs, o governador do RS enfatiza que a prorrogação do prazo para entrada em vigor da nova taxa, prevista para 1º de agosto, é fundamental para que se possa negociar e minimizar os prejuízos para a indústria gaúcha. Além disso, defendeu, ainda, que o governo federal precisará avaliar a adoção de medidas de apoio emergencial aos setores mais atingidos, caso não haja revisão das tarifas, ponto também apontado como prioritário em documento elaborado pelo Sistema Fiergs e por sindicatos no começo da semana.

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“Existem empresas no estado que exportam praticamente 100% da sua produção para os Estados Unidos. Comunidades inteiras estão sob risco. E esse impacto não será sentido apenas aqui: há também consequências diretas sobre cadeias produtivas e empregos nos próprios Estados Unidos. Por isso, nosso apelo é para que se avalie a postergação da entrada em vigor dessas tarifas, o que permitiria tempo para negociação, minimizando danos para os dois países”, afirma o governador do RS.

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Setor coureiro-calçadista

Baggio observa, sobretudo, que o setor coureiro-calçadista é o quarto segmento industrial do Rio Grande do Sul com maior dependência dos Estados Unidos. Segundo o Sistema Fiergs, em 2024, o total exportado pelos gaúchos em couro e calçados ao mercado estadunidense totalizou R$ 908,9 milhões, com receita líquida na ordem dos R$ 17,8 bilhões. Por fim, o nicho de calçados de couro é um dos ramos industriais com maior exposição aos EUA (com 47,5% de exposição), sendo o ramo que mais emprega no Rio Grande do Sul (31 mil postos).

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