Ações da Puma sobem após rumor de venda da marca para empresa chinesa
As ações da Puma dispararam quase 20% após o surgimento de rumores da venda da marca para uma empresa chinesa. A Anta Sports Products Limited, maior empresa de artigos esportivos da China e a terceira maior do mundo, estaria interessada na compra da marca esportiva alemã. Em setembro, também haviam surgido boatos de que a Adidas estaria planejando comprar a rival Puma.

Para o especialista em vendas (B2B e multicanal), distribuição e gestão comercial, Eduardo Zuppo, o rumor de que a Anta Sports estaria interessada em comprar a Puma “chega em um momento crucial”.
“A Puma enfrenta um ano difícil, com suas ações em queda de 50%, no menor nível em uma década”, comenta Zuppo.
O especialista aponta que os principais motivos para a “performance fraca” da Puma em 2025 “incluem a perda de ritmo nas vendas pós-pandemia, o que levou ao aumento dos estoques, e a pressão das tarifas americanas”. A marca, que faturou 8,8 bilhões de euros no último ano e vale 2,5 bilhões de euros, tem tentado cortar custos e reduzir linhas de produtos, mas já sinalizou que 2025 deve fechar no prejuízo. “É aí que a Anta Sports, conhecida por recuperar ativos em dificuldade, entra como uma potencial salvadora”, frisa Zuppo.
Na avaliação do especialista, para a Anta Sports, a aquisição da Puma “seria um atalho estratégico para ganhar mais presença no mercado ocidental e diversificar seu portfólio”.
Apesar do interesse, o principal obstáculo no caminho da negociação é a holding Artémis, da família Pinault e dona de 29% da Puma, que pode exigir um valor elevado para ceder sua participação.
Em setembro, o Authentic Brands Group, dono da Reebok, negou a venda da marca para a empresa chinesa, Anta Sports. Um memorando chegou a ser enviado aos licenciados da marca americana informando que os boatos veiculados na Internet eram “completamente falsos”.
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