Sindicato calçadista se manifesta sobre caso de adolescentes afastados de trabalho infantil em fábricas de calçados
O Sindicato da Indústria de Calçados do Estado do Rio Grande do Sul (Sicergs) se manifestou, nesta quarta-feira (17), sobre a operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que afastou mais de 100 adolescentes de trabalho infantil em fábricas de calçados no RS. Em comunicado enviado ao Exclusivo e assinado por seu presidente, Vinicius Mossmann, a entidade sindical disse que “recebeu com preocupação as informações divulgadas sobre a ação de fiscalização realizada pelo MTE em empresas do setor calçadista”. O Sicergs também esclarece que, entre os municípios abrangidos pela operação (Sapiranga, Rolante, Parobé e Igrejinha), sua representação sindical “limita-se ao município de Rolante” e que “as demais empresas eventualmente envolvidas estão vinculadas a outras entidades sindicais patronais, responsáveis pela representação institucional de suas respectivas bases territoriais”.

No comunicado, o sindicato também “refuta qualquer tentativa de generalização que possa associar a indústria calçadista gaúcha, de forma ampla e indiscriminada, à prática de trabalho infantil ou ao descumprimento sistemático da legislação trabalhista”.
“Trata-se de um setor que, historicamente, gera emprego formal, renda e oportunidades para milhares de famílias gaúchas, mantendo forte compromisso com a responsabilidade social e com o cumprimento das normas legais”, diz a entidade.
“Cumprimento rigoroso da legislação vigente”
O Sicergs destaca que, ao longo dos anos, a indústria calçadista gaúcha “tem atuado de forma permanente na conscientização, orientação e monitoramento de questões relacionadas ao trabalho de adolescentes, promovendo ações educativas e incentivando o cumprimento rigoroso da legislação vigente”. Além disso, a entidade reitera que o setor possui uma “participação crescente em programas de aprendizagem profissional próprios e em parceria com instituições como o Sesi e o Senai, proporcionando qualificação, formação técnica e inserção protegida dos jovens no mercado de trabalho”.
“Eventuais irregularidades devem ser apuradas”
O sindicato manifesta que “eventuais irregularidades identificadas pelos órgãos fiscalizadores devem ser apuradas individualmente, observando-se o devido processo legal, sem que situações pontuais comprometam a imagem de um setor que reúne milhares de empresas e responde por uma parcela significativa da geração de empregos e do desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul”.
No comunicado, a entidade também reafirmou seu compromisso com a defesa da indústria calçadista gaúcha, com a promoção de relações de trabalho éticas e responsáveis e “com o fortalecimento das boas práticas empresariais, permanecendo à disposição para colaborar com iniciativas que contribuam para o aperfeiçoamento contínuo do ambiente laboral e do desenvolvimento sustentável do setor”.
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