Destaques
Calçadistas de Igrejinha/RS "repudiam generalização e associação do polo ao trabalho infantil"
Após operação do MTE afastar jovens em situação de trabalho infantil em fábricas de calçados, calçadistas "repudiaram generalização".
Última atualização: 19/06/2026 15:59
Fabricantes calçadistas de Igrejinha/RS, no Vale do Paranhana, divulgaram nota, nesta quinta-feira (18), em que "repudiam veementemente qualquer tentativa de generalização que associe o polo calçadista de Igrejinha à prática ilegal de trabalho infantil". Recentemente, operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em 67 fábricas de calçados de 4 cidades gaúchas (Sapiranga, Rolante, Parobé e Igrejinha) afastou mais de 100 adolescentes em situação de trabalho infantil. O Sindicato da Indústria de Calçados do Estado do Rio Grande do Sul (Sicergs) também se manifestou sobre o assunto.
Em comunicado enviado ao Exclusivo, o Sindicato da Indústria de Calçados de Igrejinha (Sindigrejinha) explica que as ações do MTE "resultaram na aplicação técnica do chamado Termo de Mudança de Função para casos específicos".
"Trata-se de um ajuste administrativo e preventivo, que visa readequar as atividades exercidas por jovens trabalhadores às minúcias da legislação protetiva, sem que tenha sido constatada qualquer situação de abuso ou exploração", diz o Sindigrejinha na nota enviada ao Exclusivo.
"Setor reconhecido pela ética e pelo cumprimento rigoroso das leis trabalhistas"
No comunicado, o sindicato calçadista destaca que o "setor industrial de nossa cidade é historicamente reconhecido pela ética, pelo cumprimento rigoroso das leis trabalhistas e por ser o principal motor de desenvolvimento econômico e social das famílias da nossa comunidade". Ao mesmo tempo, a entidade reitera que "nossas empresas mantêm um compromisso permanente com a inclusão responsável de jovens no mercado de trabalho' citando os incentivos aos programas de Jovem Aprendiz e às parcerias com entidades formadoras, "garantindo que o primeiro emprego ocorra de forma protegida, educativa e estritamente legal".
"Inconformidades técnicas pontuais devem ser tratadas de forma individualizada"
O Sindigrejinha também disse apoiar a fiscalização "como ferramenta de aprimoramento das relações laborais", mas defende que "inconformidades técnicas pontuais devem ser tratadas de forma individualizada, sem que comprometam a imagem e a idoneidade de um setor inteiro que trabalha diariamente com responsabilidade social". Por fim, a entidade sindical reafirmou seu compromisso com o suporte integral às suas empresas associadas e disse que segue à disposição das autoridades para colaborar "com o constante aperfeiçoamento das práticas trabalhistas e o fortalecimento do calçado de Igrejinha".
Newsletter: Cadastre seu e-mail para receber as novidades do Exclusivo