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Tarifa nos EUA: setor coureiro pede medidas para "preservar competitividade"

Diante da taxa de 50% aos produtos brasileiros nos EUA, setor coureiro pediu ao governo federal medidas que preservem a competitividade.

Publicado em: 05/08/2025 11:12
Última atualização: 05/08/2025 11:12

Em reunião com o governo federal, o setor coureiro brasileiro pediu medidas para "preservar a competitividade internacional" diante da sobretaxa de 50% aos produtos brasileiros nos Estados Unidos, que passa a ser aplicada nesta quarta-feira (6). Representantes do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), participaram na segunda (4) de uma reunião em Brasília/DF com os ministros Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, também vice-presidente), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) e Rui Costa (Casa Civil). Anteriormente, o segmento já havia alertado que o tarifaço nos EUA "representa duro golpe".

Brasil exportou 97,7 milhões de metros quadrados de couro no primeiro semestre de 2024

Os setores presentes na reunião solicitaram que o governo brasileiro mantenha as negociações com os Estados Unidos. Que se busque tentar reverter a medida ou, ao menos, restabelecer a tarifa anterior de 10% – estabelecida em abril. Além disso, foram pleiteadas ações emergenciais que auxiliem as empresas exportadoras a enfrentarem os efeitos econômicos imediatos da nova taxação.

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Representantes do CICB participaram de reunião com o governo federal

O setor de couros reforçou a necessidade de medidas específicas para mitigar os impactos da sobretaxa e "preservar sua competitividade internacional". Entre os pedidos apresentados, destacam-se:

Realizar o pagamento imediato dos pedidos de ressarcimento de saldos credores de tributos federais (PIS/Cofins e IPI) já homologados pela Receita Federal do Brasil. Garantir compensações mais ágeis e previsíveis;

Ampliação do programa Reintegra, elevação de 3% nas alíquotas;

Criar linha de financiamento emergencial do BNDES, com juros de 1% a 4% ao ano. Linhas específicas para capital de giro para empresas que tiverem exportações afetadas e suas cadeias produtivas;

Reativar o Programa Seguro-Emprego (PSE) com aperfeiçoamento.

(*) Com informações do CICB.

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