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Marca é multada por não informar uso de couro de porco em calçado

Adidas não informou consumidores turcos sobre utilização de couro de porco no Samba OG

Marca é multada por não informar uso de couro de porco em calçado

Uma marca de calçados e artigos esportivos está sendo multada pela não identificação do uso de couro de porco. A Adidas terá que pagar US$ 15 mil (R$ 87 mil) por não ter informado os consumidores da Turquia sobre a utilização do material em um de seus calçados mais populares, o Samba OG. A autoridade reguladora da publicidade no país europeu reprovou a etiqueta alemã por ter mencionado em seu site o uso de “couro verdadeiro”, sem especificar o tipo.

A maioria da população na Turquia é muçulmana, que não admite a utilização de couro de porco por questões religiosas.

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Na resolução, o órgão regulador turco de publicidade informa que o uso de um “componente contrário às sensibilidades religiosas da maioria da sociedade deve ser claramente mencionado na publicidade”.

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Adidas não informou consumidores turcos sobre utilização de couro de porco no Samba OG
Divulgação/Adidas Adidas não informou consumidores turcos sobre utilização de couro de porco no Samba OG

Até o momento, a Adidas não se manifestou sobre o assunto.

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Um outro caso semelhante envolvendo a utilização de couro de porco na Turquia acabou sendo registrado em 2020.

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Uso da palavra couro no Brasil

No Brasil, existe uma lei que proíbe o uso de expressões como “couro sintético” ou “couro ecológico”. Trata-se da Lei 4.888, vigente desde 1965, que destaca que somente produtos oriundos de pele animal podem receber a denominação “couro”.

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A lei busca proteger o consumidor, para que não leve um produto achando que é outro. De acordo com o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), o couro tem atributos únicos. Nesse sentido, entre as características do material, a entidade cita a troca de temperatura, elasticidade e conforto, que “são impossíveis de serem reproduzidos por outros materiais”. “Tem um valor agregado maior, e em nada se assemelha aos materiais fornecidos em milhões de metros quadrados lineares de combustível fóssil”, diz o CICB no site da “lei do couro”.

Além disso, o CICB desenvolve um projeto nacional de diálogo e educação sobre a lei do couro. A iniciativa verifica, principalmente, anúncios e postagens nas mídias sociais. O objetivo é levantar possíveis infrações à Lei 4.888/65, e enviar conteúdo esclarecedor sobre o correto uso da palavra couro. Conforme a entidade, é um monitoramento que ocorre sete dias por semana, 24 horas.

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