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Falta de mão de obra qualificada afeta 85% da indústria gaúcha

Atividade da indústria calçadista registrou queda no acumulado de janeiro a outubro

Falta de mão de obra qualificada afeta 85% da indústria gaúcha

A falta de profissional qualificado para trabalhar na indústria gaúcha atinge resultado recorde, prejudicando 85,5% das empresas. É o maior índice já registrado pela pesquisa Sondagem Especial, realizada pelo Sistema Fiergs, em julho, divulgada no dia 19 de setembro. O percentual supera em 10,9 pontos os 74,6% do ano de 2013, que era a maior marca até agora.

Atividade da indústria calçadista registrou queda no acumulado de janeiro a outubro
Arquivo/GES Segundo o Sistema Fiergs, a falta de mão de obra qualificada “afeta a indústria sem distinção”

“É uma dificuldade que afeta a indústria sem distinção, e mesmo com a qualificação que buscamos para o trabalhador por meio do Senai, do Sesi, ou até mesmo por capacitações internas realizadas pelas empresas, não consegue superar a demanda exigida”, diz o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier.

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A falta de trabalhador é um problema ainda mais severo em médias e grandes empresas, nas quais os percentuais apontados pela pesquisa são de 87,1% e 88,5%, respectivamente. Nas empresas de pequeno porte, a escassez atinge 79,6%. Ainda, de acordo com o levantamento, a carência é crítica na área de produção: 94% das empresas têm dificuldade para contratar operadores e 89%, para encontrar técnicos.

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Na visão dos empresários consultados, a escassez de profissionais qualificados este ano se deve principalmente aos benefícios sociais distribuídos pelo governo. Esse fator foi apontado por 61,1% dos entrevistados. A segunda causa mais citada, com 51,9% das respostas, é o baixo nível de educação da população. Em seguida, aparecem o desinteresse dos trabalhadores pelo setor industrial (48,1%) e o crescimento do trabalho autônomo e informal (44,4%), como aplicativos de transporte e empreendedorismo. Para 29,6% das empresas, a concorrência salarial com outros setores da economia também contribui.

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Impactos na indústria gaúcha

Esta falta de mão de obra qualificada gera uma série de impactos. O principal deles, de acordo com 67,6% das empresas, é o prejuízo na busca por eficiência e produtividade, o que, na prática, afeta a qualidade dos produtos, problema reportado por 61,4% delas. Além disso, a carência de trabalhadores restringe a capacidade de aumentar a produção para 51% das empresas.

Diante desse cenário, 94,5% das indústrias do RS adotam medidas para lidar com a escassez de profissionais. O principal mecanismo, utilizado por 81% delas, é a capacitação interna. Também investem no fortalecimento da política de retenção de talentos, com salários e benefícios, procedimento utilizado por 53,3% das empresas, além da capacitação externa por meio de cursos, adotada por 37,2%.

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(*) Com informações do Sistema Fiergs.

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1 comentário

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Schumacher

A falta de mão de obra qualificada é grave e trava nossa indústria. É hora de descentralizar o SENAI, levando cursos para mais cidades e bairros, perto de quem precisa se capacitar.

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