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Empresa brasileira com R$ 2 bilhões em dívidas tem recuperação judicial aprovada

Uma das unidades fabris da Coteminas em Montes Claros/MG

Empresa brasileira com R$ 2 bilhões em dívidas tem recuperação judicial aprovada

Nota de retificação:
“Diferentemente do informado, a marca Santista não pertence ao Grupo Coteminas. A titularidade da marca é da Santista Têxtil S.A. A Coteminas utiliza a marca Santista por meio de contrato de licença de uso para a comercialização de determinados produtos no Brasil.”

Atualizado em 20/05/2026

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Uma empresa brasileira, gigante em seu segmento de atuação, teve sua recuperação judicial (RJ) aprovada após acumular dívidas na ordem dos R$ 2 bilhões. A Justiça de Minas Gerais homologou nesta terça-feira (5), após 2 anos, o plano de RJ da Coteminas (Montes Claros/MG), uma das maiores companhias têxteis do Brasil e da América Latina, especializada na produção de fios, tecidos e produtos acabados de cama, mesa e banho.

O grupo, fundado em 1967 pelo ex-vice-presidente da República, José Alencar (in memoriam), é dono de marcas como Artex, MMartan e Casa Moysés (linha de produtos de alto padrão e luxo da marca MMartan). Também comercializa produtos com a marca Santista, por meio de contrato de licença de uso firmado com a Santista Têxtil S.A.

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Uma das unidades fabris da Coteminas em Montes Claros/MG
Divulgação/Coteminas Uma das unidades fabris da Coteminas em Montes Claros/MG

O plano de RJ da Coteminas, que havia sido aprovado pelos credores em dezembro do ano passado, foca na venda de ativos, incluindo imóveis nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pará, para quitar o passivo. Entre os maiores credores estão Banco do Brasil, Banco Safra, Banco ABC, Cemig e Louis Dreyfus Company.

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A crise na empresa têxtil foi agravada no período pós-pandemia da Covid-19, quando passou a enfrentar dificuldades de liquidez, alta de custos de matéria-prima e juros elevados. A companhia tentou uma parceria com a gigante do fast-fashion e do e-commerce internacional Shein, que não avançou conforme o esperado devido à crise. Em 2023, trabalhadores da empresa ficaram três meses sem receber salário. Atualmente, opera com cerca de 5 mil funcionários.

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