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Em 3 meses, indústria calçadista brasileira abre 7 mil empregos

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Em 3 meses, indústria calçadista brasileira abre 7 mil empregos

A indústria calçadista brasileira criou 6,98 mil empregos no primeiro trimestre de 2026. Com isso, o setor encerrou março com um estoque de 278,24 mil postos diretos na atividade, 1,9% menos do que no mesmo período do ano passado. Os dados, elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com base nos números oficiais fornecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram divulgados nesta terça-feira (5). Em outubro de 2025, o segmento perdeu quase 2 mil empregos, o pior resultado para esse mês em uma década.

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Luana Rodrigues/GES-Especial Setor encerrou março com estoque de quase 280 mil postos diretos na atividade

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o dado registrado em março é superior ao saldo de março de 2025 (1,06 mil postos criados contra 1,23 mil criados neste ano). “Por outro lado, no acumulado do trimestre geramos 6,93 mil empregos ante um saldo de 9,17 mil no mesmo intervalo do ano passado. O movimento de criação de novos postos de trabalho é um indicador positivo, ainda que em menor ritmo, mas o cenário ainda é bastante desafiador”, comenta.

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Projeção para o ano

Para o ano, a previsão central da Abicalçados é de estabilidade (0,1%) na produção, e de um crescimento de até 1,4% em um cenário otimista – para mais de 850 milhões de pares. “O segundo semestre, quando são comercializadas as coleções de verão, que possuem maior representatividade no volume de produção nacional deve apresentar uma melhora gradual, principalmente nas exportações, com uma possível melhora no ambiente internacional, especialmente com reflexos do acordo entre o Mercosul e a União Europeia”, projeta.

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Estados

Maior empregador do setor no Brasil, o Rio Grande do Sul gerou 1,3 mil empregos no primeiro trimestre, encerrando o período com estoque de 74,85 mil postos diretos na atividade, 6,1% menos do que no mesmo intervalo do ano passado.

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O segundo maior empregador do País foi o Ceará. No trimestre, a indústria calçadista cearense gerou 40 empregos, encerrando o período com estoque de 66,6 mil postos diretos, 1,7% menos do que no ínterim correspondente de 2025.

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Fechando o ranking de empregadores do setor calçadista, a Bahia gerou 644 empregos no primeiro trimestre, encerrando o mês de março com 43 mil postos diretos na atividade, 4,6% mais do que no mesmo período do ano passado.

(*) As informações são da Abicalçados.

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