Curtumes gaúchos superaram instabilidade mundial
Texto produzido pela AICSul: Rua Lucas de Oliveira, 49, Sala 801, 8º andar. Novo Hamburgo/RS. WhatsApp: 51 99999-8837
Os curtumes gaúchos mantiveram bom nível nas exportações de couros e peles no primeiro trimestre do ano. O presidente-executivo da AICSul, Moacir Berger, destaca os dados da Secex, analisados pelo CICB. “Mesmo considerando a instabilidade da economia global, até março de 2025, exportamos 4,1 milhões de metros quadrados de couros em seus diversos estágios, predominando, como sempre, o couro acabado, que representou 58,7% deste total.”
Com uma receita de US$ 82.419.988,00, houve uma queda pouco representativa de apenas 2% no período, se comparado com igual período do ano anterior. Neste trimestre, a China correspondeu a 27.9% das exportações gaúchas de couros e peles; a Itália, 13,1%; os EUA, 10.1%; e o Vietnã, 9,7%; números muito próximos do histórico desempenho dos exportadores do Rio Grande do Sul.
Berger salienta que “cerca-se de grande expectativa o futuro do comércio internacional em razão da guerra fiscal em plena ebulição, que não permite definir o rumo das medidas fiscais/tributárias que foram tomadas, proteladas e, em alguns casos, extintas. Muito pior do que o ‘tarifaço’ é a incerteza em relação ao futuro. Hoje, negócios em andamento de longa data estão temporariamente suspensos, no aguardo do que, ao final, vai vigorar e para quem. É tal o nível de incerteza, que não sabemos se as medidas finais que serão tomadas pelos governos dos EUA e China se transformarão em dificuldade ou oportunidade para o nosso setor”. Diante desta realidade, o dirigente da AICSul lamenta que “nos resta aguardar e monitorar os movimentos do mercado, atentos sempre às melhores práticas de produção e comercialização, com o objetivo de não perder espaço no mercado internacional do couro.”
RS segue na liderança da produção de couro
No primeiro trimestre deste ano, segundo dados da Secex, analisados pelo CICB, o Rio Grande do Sul segue na liderança na produção brasileira de couro, com share de 27,6% no valor e de 25,3% da área, seguido pelo Paraná (15,1% no valor e e 19,0% na área). São Paulo obteve a terceira colocação, com share de 14,6% no valor e 13,2% de área.
Importação tira espaço do couro brasileiro
O setor calçadista brasileiro está preocupado com o crescimento das importações de sapatos. Segundo dados da Abicalçados, no primeiro trimestre deste ano, 12.913.767 pares foram importados, 25,1% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado. Deste total, 1.578.040 pares são de cabedal de couro, o que representa 12,2% do total importado e um crescimento de 33,9% na comparação com o ingresso de calçados no mesmo período do ano passado. Isto representa uma redução de espaço do mercado interno do setor coureiro brasileiro.
O valor médio do par de calçados de couro importados é de US$ 25,70, preço um pouco maior do que o sapato de couro exportado pelo Brasil, que é de US$ 24,48
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