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Box Print: “transformamos nossos resíduos em dinheiro e reinvestimos no processo produtivo”

Planta New Print da Box Print, em Campo Bom/RS

Box Print: “transformamos nossos resíduos em dinheiro e reinvestimos no processo produtivo”

A Box Print (Campo Bom/RS), fabricante de embalagens para diferentes setores da economia, entre eles o calçadista, reaproveita 98% dos seus resíduos no processo industrial e envia os outros 2% para coprocessamento. “Temos o controle de 99% dos nossos resíduos e o que sobra é utilizado pela indústria do cimento (as cimenteiras utilizam ampla gama de resíduos industriais como combustíveis alternativos em seus fornos, em um processo conhecido como coprocessamento. Esses resíduos substituem combustíveis fósseis e são totalmente incorporados ao processo sem gerar passivos ambientais ou cinzas residuais). Vendemos nossos resíduos e os ‘transformamos em dinheiro’, que é reinvestido nos nossos processos produtivos”, disse o diretor de negócios da companhia, Marco Schmitt, durante o Happy Hour com Tecnologia do Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), no dia 26 de novembro, em Novo Hamburgo/RS.

Planta New Print da Box Print, em Campo Bom/RS
Divulgação/Premold Planta New Print da Box Print, em Campo Bom/RS

Com vários reconhecimentos de suas práticas na área de ESG (acrônimo de Ambiental, Social e Governança, na tradução para o português), a Box Print tem entre suas conquistas o fato de ser a primeira gráfica carbono neutro positivo no Brasil e a primeira do ramo gráfico certificada no País como empresa B-Corp — selo é concedido por organização mundial a empresas que demonstram alto desempenho social e ambiental, transparência e responsabilidade, por meio de uma avaliação rigorosa. “A empresa já faz eSG muito antes antes de o mercado saber o que isto significa”, disse o responsável pela área de ESG na Box Print, Israel Gaieski Cardoso, que também participou do evento do IBTeC.

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A cada dois anos, a Box Print planta árvores em uma área equivalente a 16 campos de futebol. Este sistema envolve colaboradores com dedicação permanente para o manejo destas plantações. A cada 7 anos as árvores são cortadas e substituídas, para, segundo Schmitt, “aproveitar o melhor período de contribuição para o meio ambiente”.

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Marco Schmitt, diretor de negócios da Box Print, participou de evento do IBTeC
Divulgação/IBTeC Marco Schmitt, diretor de negócios da Box Print, participou de evento do IBTeC

Em 2022, a companhia começou o trabalho de logística reversa das embalagens que coloca no mercado. “Temos outra opção para o planeta que não seja investir em sustentabilidade?”, questiona o executivo, sugerindo que as empresas adotem práticas sustentáveis e busquem parcerias com fornecedores e clientes que “também estejam inseridos nesta filosofia”.

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