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"Antes de retaliar é preciso esgotar negociação com EUA", diz CNI
Presidente da Confederação Nacional da Indústria avaliou questões relacionadas a taxação dos produtos brasileiros nos EUA.
Última atualização: 15/07/2025 17:24
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defendeu, nesta segunda-feira (14), que "é preciso esgotar a negociação" com os Estados Unidos antes de retaliar o país norte-americano. No dia 9 de julho, o presidente estadunidense, Donald Trump, anunciou taxar, a partir de agosto, os produtos importados do Brasil em 50%.
“Antes (de retaliar), é preciso esgotar toda e qualquer possibilidade de negociação”, alerta Ricardo Alban.
O posicionamento é consenso no setor e foi definido em reunião nesta segunda-feira entre todos os presidentes de federações da indústria.
Alban participa de encontro entre empresários e autoridades no Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para discutir a estratégia de resposta do País às medidas da Casa Branca, com a presença dos ministros Geraldo Alckmin (MDIC), Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos).
Ampliação do período de vigência
O dirigente da CNI também reforçou o pedido para que o governo articule juntos aos Estados Unidos uma ampliação de 90 dias para o começo da vigência da nova tarifa de 50% imposta aos produtos brasileiros.
“Estamos falando aqui só de perde-perde. Não tem ganha-ganha. Perde a indústria, perde a economia, perde o social. Gostaríamos de colocar na mesa um adiamento de 90 dias no prazo para início da vigência (da tarifa)”, pontuou Alban. “Queremos colocar a discussão de acordos setoriais e bilaterais. Discutir bitributação”, comenta.
"Objetividade e pragmatismo"
Alban alerta que é preciso objetividade e pragmatismo por parte do governo e do setor privado na negociação. “O que não queremos neste momento é perder a razão. É importante essa parceria. É muito difícil o setor industrial encontrar alternativas de médio prazo para substituir esse mercado dos EUA”, afirma.
A estimativa preliminar da indústria é de uma perda de pelo menos 110 mil postos de trabalho, caso a medida entre em vigor nos termos anunciados, além de forte impacto sobre o PIB.
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Alckmin, destacado pelo Palácio do Planalto para encabeçar as negociações com os americanos, destacou que o governo vai trabalhar para reverter as novas tarifas, consideradas por ele “completamente inadequadas”.
Ele reitera que os EUA têm superávit na relação com o Brasil há 15 anos e a tarifa média dos produtos que os norte-americanos exportam para o nosso país é de 2,7%. “Temos uma importante complementariedade econômica. É importante conversarmos com os parceiros americanos no setor industrial para mostrarmos que a medida encarece também os produtos deles”, acrescenta Alckmin.
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