Compromisso com as políticas de sustentabilidade integra a trajetória de 63 anos da Killing
Na indústria calçadista brasileira, falar em sustentabilidade deixou de ser tendência para se tornar compromisso estratégico. Em um cenário cada vez mais atento à rastreabilidade, às boas práticas ambientais e à responsabilidade social, certificações e selos assumem papel fundamental ao traduzir discursos em ações mensuráveis. Iniciativas como o Origem Sustentável – que reconhece empresas comprometidas com práticas de Environmental, Social and Governance (ESG) – reforçam a transparência e a competitividade do setor, ao mesmo tempo em que atendem às exigências de mercados nacionais e internacionais.
Paralelamente, diretrizes globais para a gestão segura de substâncias químicas, como o Zero Discharge of Hazardous Chemicals (ZDHC), vêm consolidando parâmetros técnicos que orientam fabricantes na redução de impactos ambientais e no controle rigoroso de insumos. Mais do que adequação normativa, trata-se de fortalecer a reputação da cadeia produtiva, atenuar riscos e garantir produtos alinhados às demandas de um consumidor cada vez mais consciente.

Visão de futuro para um modelo de negócio promissor
Conforme a Analista de ESG da Killing S/A, Monalisa Caloni, na empresa, a implementação da sustentabilidade não é uma pauta recente ou de uma adequação às exigências do mercado. Trata-se de uma construção histórica, que acompanha a empresa desde sua fundação e que hoje se traduz em selos, certificações e práticas consolidadas de ESG.
Mais do que cumprir protocolos, a empresa estruturou um modelo de negócio onde desempenho, responsabilidade ambiental, impacto social e governança caminham juntos. Antes mesmo do ESG se tornar uma agenda global, a Killing já aplicava, na prática, os três pilares que hoje orientam empresas no mundo inteiro:
Ambiental: Desenvolvimento de produtos com maior durabilidade e desempenho, reduzindo descartes e manutenções;
Social: Valorização da população local, relações de trabalho justas e estímulo ao desenvolvimento regional;
Governança: Relações transparentes, éticas e duradouras com clientes e parceiros.
Essa base cultural evoluiu ao longo dos 63 anos da empresa, acompanhando transformações regulatórias e de mercado, sem perder a essência. A sustentabilidade nunca foi resposta a uma tendência, sempre foi parte do DNA da Killing, e consequentemente da Kisafix – sua marca de adesivos.
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Identidade Sustentável: quando a cultura vira método
Para sistematizar e comunicar essa trajetória, surgiu o programa Identidade Sustentável, que organiza ações históricas e iniciativas atuais sob a ótica contemporânea do ESG. Ao conectar projetos aos eixos ambiental, social e de governança, a empresa fortaleceu o engajamento interno, ampliou o diálogo com clientes e fornecedores, e criou um efeito multiplicador: novas ideias e práticas surgem constantemente, alimentando um ciclo positivo.
Outro aspecto fundamental é a contextualização das práticas para os colaboradores, iniciando-os no tema já no início da jornada na empresa. Entre elas está uma integração completa sobre Sustentabilidade e ESG, o que torna o assunto democrático e fortalece o compromisso de todos. Campanhas de engajamento dos colaboradores se somam à programação de atividades durante o decorrer do ano, com workshops, gincanas, desafios. As propostas se alinham aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), sendo conduzidas pelo Comitê de Sustentabilidade, responsável por acompanhar metas, buscar certificações e propor melhorias contínuas.
ESG na prática: ações que geram impacto
As práticas de ESG da Killing não são iniciativas pontuais ou sazonais, elas são realizadas de forma contínua visando inovação e tecnologias nos três pilares. Entre as iniciativas implementadas pela Killing, destacam-se:
Pilar Ambiental
– Selo Carbono Neutro, com compensação das emissões de Escopos 1 e 2 completos e parte do Escopo 3 (ano-base 2024);
– Substituição total de plásticos descartáveis por papel biodegradável;
– Uso de energia 100% renovável nas unidades matriz e Bahia;
– Política de Aterro Zero em todas as unidades do grupo;
– Projeto TAConosco, com ecopontos para arrecadação de tampinhas, anéis e cartelas de medicamentos, revertendo recursos para instituições sociais;
– Reaproveitamento da água da chuva;
– Bancos e lixeiras de plástico reciclado, em substituição à madeira.
Pilar Social
– Certificação Great Place to Work (GPTW) por três anos consecutivos no Rio Grande do Sul;
– Campanha Pintou Solidariedade, com doação equivalente a 400 mil m² de tintas para reconstrução de escolas e hospitais afetados por enchentes;
– Projetos beneficentes como o Meio Frango Solidário, com 100% da verba revertida a entidades;
– Incentivos fiscais destinados a instituições como o Instituto do Câncer Infantil e o Projeto Orquestra Jovem Recanto Maestro, da Associação Ontoarte.
Pilar Governança
– Políticas formais de Sustentabilidade;
– Relatórios bianuais;
– Auditorias de terceira parte em diversos processos.
Origem Sustentável: pioneirismo no nível Ouro
Hoje, a Kisafix é certificada com o selo Origem Sustentável no nível Diamante – o mais alto do programa. A Killing participa da iniciativa desde 2013 e, em 2022, tornou-se a primeira fabricante de adesivos a receber a certificação já no nível Ouro. Em 2024, na primeira recertificação, alcançou o nível máximo.
Única certificação ESG do mundo voltada exclusivamente à cadeia calçadista, o programa avalia cinco dimensões: econômica, ambiental, social, cultural e gestão da sustentabilidade. A validação ocorre por meio de auditorias independentes a cada dois anos.
“É uma oportunidade de alinhar os processos produtivos a indicadores internacionalmente reconhecidos, ampliando as oportunidades no mercado de exportação e impulsionando o crescimento sustentável de toda a cadeia produtiva”, destaca a Coordenadora de Laboratório da Killing, Renata Rocha.
ZDHC: liderança na gestão química
Outro marco é a certificação ZDHC – iniciativa global que estabelece diretrizes rigorosas para a gestão segura de substâncias químicas. A Kisafix é a única indústria brasileira fabricante de adesivos certificada pelo ZDHC, o que reforça sua responsabilidade como referência técnica e agente transformador da cadeia.
Atualmente, a Kisafix tem 32 produtos cadastrados no ZDHC:
– 11 adesivos;
– 17 produtos auxiliares;
– 2 tintas para serigrafia;
– 2 filmes termocolantes.
Esse portfólio assegura aos clientes conformidade com padrões internacionais de segurança química, reduz riscos regulatórios e fortalece a reputação socioambiental de toda a cadeia produtiva. “A adesão ao programa ZDHC posiciona a marca como parceira para grandes players internacionais que priorizam fornecedores alinhados às diretrizes de sustentabilidade. Esse diferencial competitivo não apenas fortalece a imagem da Kisafix, como também abre oportunidades para novos negócios e parcerias em mercados cada vez mais exigentes”, avalia Renata.
Competitividade com responsabilidade
Pensar sustentabilidade no setor químico envolve desafios técnicos, regulatórios e econômicos. Além disso, reformulações exigem pesquisa, testes e investimentos constantes, enquanto o mercado nem sempre reconhece de imediato o valor dessas iniciativas. “A empresa concorre tanto com organizações que investem fortemente em conformidade ambiental, inovação e segurança química, quanto com players que ainda não atendem integralmente aos requisitos atuais de sustentabilidade”, pontua.
A complexidade técnica e tecnológica envolvida é outro ponto a ser considerado ao pensar a sustentabilidade, principalmente quando os clientes atendem a diferentes normas ambientais e químicas que superam as exigências legais locais.
Ainda assim, a Kisafix opta por uma visão de longo prazo: equilibrar competitividade com investimentos estruturantes, antecipar tendências e liderar movimentos de transformação. Esse é um dos motivos que leva a marca ter a força que tem hoje: a coerência entre discurso e prática, resultando numa trajetória validada por certificações que não apenas comprovam conformidade, mas consolidam propósito.
* Monalisa Caloni é técnica e graduada em Química, com pós-graduação em Gestão Estratégica de Negócios e MBA em Gestão Estratégica de ESG (em andamento).
* Renata Rocha é graduada em Química Industrial, com mestrado em Engenharia e Tecnologia dos Materiais e Polímeros, e Doutora em Engenharia e Tecnologias dos Materiais, Polímeros e Caracterização de Materiais.
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