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Indústria calçadista fechará 2025 "sem perda no volume de produção", avalia Abicalçados

Abicalçados analisou a performance da indústria calçadista brasileira em 2025 e fez as projeções do setor para o próximo ano.

Publicado em: 11/11/2025 16:28
Última atualização: 11/11/2025 16:30

A indústria calçadista brasileira, quarta maior produtora mundial, deve terminar 2025 com crescimento próximo a zero em sua produção. No entanto, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) avalia que "não haverá perda no volume produzido". No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil produziu 684 milhões de pares, uma queda de 12 milhões de pares em relação ao mesmo período do ano passado. "Entre julho e agosto as exportações desaceleraram, porém, temos analisado que nos últimos três meses do ano vamos ter um crescimento de 2,7%. Devemos encerrar o ano com crescimento próximo a zero. Apesar do efeito da queda de exportação, não vamos perder volume de produção na indústria nacional", disse o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, em coletiva de imprensa, nesta terça-feira (11), durante a 5ª BFSHOW, em São Paulo/SP.

Abicalçados realizou coletiva de imprensa durante a 5ª BFSHOW

O dirigente da Abicalçados projeta que as exportações brasileiras de calçados cresçam entre 0,2% e 3,1% em 2025. De acordo com Ferreira, o resultado é impactado pela sobretaxa dos Estados Unidos aos produtos brasileiros que vigora desde agosto. Nos últimos três meses, os embarques para o mercado norte-americano caíram 13% ante um crescimento 15,3% registrado no acumulado de janeiro a julho.

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Exportações de calçados

Em outubro, o Brasil exportou 10,56 milhões de pares, que geraram US$ 83 milhões, aumento de 10,4% em volume e queda de 9,1% em valor na comparação com o mesmo mês do ano passado. O principal mercado internacional foi os Estados Unidos, que importaram 674,24 mil pares por US$ 15,73 milhões, aumentos de 6,7% em volume e de 6,6% em valor.

No acumulado de janeiro a outubro, foram exportados 87,28 milhões de pares, que somaram US$ 819 milhões, crescimento de 7,5% em volume e queda de 1% em valor em relação a igual período de 2024. Estados Unidos foi o principal mercado no período, para onde foram embarcados 8,93 milhões de pares por US$ 187,6 milhões, altas de 7,4% em volume e de 4,3% em valor.

Importações

No acumulado de janeiro a outubro, as importações de calçados cresceram 23,8% em valor e de 22,9% em volume. "Se pegarmos o aumento deste percentual de importação versus o que a indústria estará crescendo ou não cresceu, nestes primeiros meses, isso é um crescimento 20 vezes superior de importação versus a indústria nacional", analisa Ferreira.

De janeiro a outubro, o Brasil importou do Vietnã 11,97 milhões de pares por US$ 233,16 milhões, altas de 19,9% em volume e de 25,8% em valor. Da China, o País comprou no período cerca de 9 milhões de pares, pelos quais pagou US$ 39,34 milhões, aumentos de 8,4% em volume e de 18% em valor.

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Crescimento de "no máximo" 2% em 2026

Para 2026, o dirigente da Abicalçados projeta que a indústria calçadista nacional cresça "no máximo" 2%. "Um crescimento superior ao previsto para o PIB (Produto Interno Bruto) do País de 1,7%, porém, tudo isso pode ser impactado em função das exportações para o mercado norte-americano. Então, qualquer mudança no cenário das exportações, esses números de projeções poderão ser revisados para cima e não para baixo, até porque cenário pior do que este que está acontecendo hoje a nível de importação é difícil de acontecer", comenta.

Ferreira cita um "fato novo" em relação a mercados. "Historicamente se exportava 15% da produção brasileira de calçados, porém, no próximo ano estima-se que 91% da produção será destinada ao mercado interno e 9% para a exportação", frisa.

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