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Sindicato calçadista se manifesta sobre caso de adolescentes afastados de trabalho infantil em fábricas de calçados
Após operação que afastou adolescentes de trabalho infantil em fábricas de calçados no RS, sindicato patronal calçadista se manifestou.
Última atualização: 18/06/2026 12:09
O Sindicato da Indústria de Calçados do Estado do Rio Grande do Sul (Sicergs) se manifestou, nesta quarta-feira (17), sobre a operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que afastou mais de 100 adolescentes de trabalho infantil em fábricas de calçados no RS. Em comunicado enviado ao Exclusivo e assinado por seu presidente, Vinicius Mossmann, a entidade sindical disse que "recebeu com preocupação as informações divulgadas sobre a ação de fiscalização realizada pelo MTE em empresas do setor calçadista". O Sicergs também esclarece que, entre os municípios abrangidos pela operação (Sapiranga, Rolante, Parobé e Igrejinha), sua representação sindical "limita-se ao município de Rolante" e que "as demais empresas eventualmente envolvidas estão vinculadas a outras entidades sindicais patronais, responsáveis pela representação institucional de suas respectivas bases territoriais".
No comunicado, o sindicato também "refuta qualquer tentativa de generalização que possa associar a indústria calçadista gaúcha, de forma ampla e indiscriminada, à prática de trabalho infantil ou ao descumprimento sistemático da legislação trabalhista".
"Trata-se de um setor que, historicamente, gera emprego formal, renda e oportunidades para milhares de famílias gaúchas, mantendo forte compromisso com a responsabilidade social e com o cumprimento das normas legais", diz a entidade.
"Cumprimento rigoroso da legislação vigente"
O Sicergs destaca que, ao longo dos anos, a indústria calçadista gaúcha "tem atuado de forma permanente na conscientização, orientação e monitoramento de questões relacionadas ao trabalho de adolescentes, promovendo ações educativas e incentivando o cumprimento rigoroso da legislação vigente". Além disso, a entidade reitera que o setor possui uma "participação crescente em programas de aprendizagem profissional próprios e em parceria com instituições como o Sesi e o Senai, proporcionando qualificação, formação técnica e inserção protegida dos jovens no mercado de trabalho".
"Eventuais irregularidades devem ser apuradas"
O sindicato manifesta que "eventuais irregularidades identificadas pelos órgãos fiscalizadores devem ser apuradas individualmente, observando-se o devido processo legal, sem que situações pontuais comprometam a imagem de um setor que reúne milhares de empresas e responde por uma parcela significativa da geração de empregos e do desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul".
No comunicado, a entidade também reafirmou seu compromisso com a defesa da indústria calçadista gaúcha, com a promoção de relações de trabalho éticas e responsáveis e "com o fortalecimento das boas práticas empresariais, permanecendo à disposição para colaborar com iniciativas que contribuam para o aperfeiçoamento contínuo do ambiente laboral e do desenvolvimento sustentável do setor".
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