Tudo sobre o Festival CASAMODA (FCM)
Entre os dias 27 e 29 de agosto, o JK Iguatemi foi palco da primeira edição do Festival CASAMODA (FCM), marco de uma nova fase para o tradicional salão de negócios da moda autoral brasileira. Em sua estreia nesse novo formato, o evento se consolidou como um hub de moda, negócios, educação e entretenimento, reunindo desfiles, experiências imersivas e uma agenda de talks sob curadoria da Shark Tank e-School. Com a chegada da tubarão Carol Paiffer à sociedade, o CASAMODA ampliou sua proposta estratégica, reafirmando seu pioneirismo e se posicionando como referência em tendências e conexões profissionais no setor. Compartilho contigo a seguir alguns dos aprendizados do primeiro dia do evento.
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O talk “E-commerce e marketing Digital na moda” trouxe proprietárias de marcas compartilhando suas experiências pessoais, uma perspectiva extremamente realista e relevante. A ideia é clara: a compra é a espinha dorsal da loja. Comprar certo significa menos liquidações, menos esforços no marketing e mais fluidez no processo da venda como um todo. Lançamentos mensais atraem a atenção e desejo das clientes, gerando previsibilidade no caixa. Para quem iniciou ou tem um foco majoritariamente nas vendas online, a loja física em algum ponto da jornada do negócio, se torna uma necessidade: As pessoas querem viver experiências com a marca, sentir o produto, experimentar… Na loja física o ticket é sempre mais alto que no online!
A minha conversa favorita contou com a participação de nomes de empresas de peso como Pinterest, WGSN e Senac com o tema “Brasil que inspira: A potência criativa da moda nacional”. Foi destacado o quanto o nosso país é referência mundial na moda em termos de matéria-prima, cadeia de produção e tecnologia – com destaque, é claro, do setor de calçados – mas não reconhecido e valorizado na parte de criação. Mesmo com tantos talentos locais, podemos citar poucos nomes que furam a bolha tupi. O “brazilian core” é disseminado e copiado, mas a ascensão dos criativos locais é um desafio. Duro e contraditório enxergar essa realidade, quando recebemos a honraria de “País Criativo do Ano”, no Cannes Lions 2025.
Música e moda sempre caminham lado a lado! As tendências de ambas se fundem, trazendo o espírito do tempo. Não tem como explicar a sociedade dos anos 80 sem falar das roupas, totalmente influenciadas pela trilha sonora da década. Esse é só um exemplo. Hoje, os shows são ambientes de vivências presenciais intensas, palco para looks icônicos de artistas, celebridades e plateia. O talk “Papo João Rock: Moda e música como ferramenta de branding”, mostrou que os grandes festivais são espaço de experiências completas, um momento “viver de verdade”, além do digital. Hora de ousar na roupa, com peças autênticas e composições cheias de personalidade: vestir para passar uma mensagem. Para os negócios, o vínculo entre moda e a música, é oportunidade fortalecimento marca, através de conexão real e sensorial com os consumidores.

Pinturas ao vivo, talks com muito conteúdo inteligente em sala de cinema, desfiles, gravação de podcast com plateia, happy hour com ativações de marcas… Tudo isso em um evento onde o foco fazer negócios no showroom. Eu vejo uma certa saturação em ouvir e dizer que “as pessoas querem mais que uma simples compra, elas querem experiências”, mas nesse momento a gente vira a chave do âmbito conceitual para a realidade. Hoje vende quem provoca os sentidos e vende mais, quem faz isso com maestria!
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