×
Publicidade

PIB do Brasil avança 3,4% e totaliza R$ 11 trilhões em 2024

PIB brasileiro foi puxado pelo setor de serviços

PIB do Brasil avança 3,4% e totaliza R$ 11 trilhões em 2024

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (7), os dados consolidados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2024. De acordo com o IBGE, o PIB do Brasil encerrou o ano passado com crescimento de 3,4%. totalizando R$ 11,7 trilhões, muito acima do que as projeções de mercado previam no início de 2024 (algo em torno de 1,5%).

PIB brasileiro foi puxado pelo setor de serviços
Arquivo/GES PIB brasileiro foi puxado pelo setor de serviços

Ao analisarmos os números pela ótica da oferta, percebemos, sobretudo, que o PIB acabou sendo puxado pelo setor de serviços que apresentou crescimento de 3,7%. O setor (que representa 64% do PIB) foi impulsionado pela expansão da área de serviços de informação e comunicação (6,6%) e de outras atividades de serviços (cabelereiros, manicures, personal etc.) que cresceu 5,3%. O setor industrial também apresentou crescimento relevante no ano, com expansão de 3,3%. Os maiores destaques vieram da construção civil, com alta de 4,3%, e do setor de indústrias de transformação (3,8%). Este último puxado, principalmente, pela indústria automotiva e pela fabricação de equipamentos de transporte e de máquinas e equipamentos elétricos.

Publicidade

O lado negativo ficou por conta da retração de 3,2% do setor agropecuário em 2024. O resultado acabou sendo impactado pelos efeitos climáticos adversos, que afetaram várias culturas importantes, com destaque para a soja (-4,6%) e para o milho (-12,5%).

Publicidade

PIB do Brasil pela ótica da demanda

Quando analisamos o PIB do Brasil pela ótica da demanda, todos os componentes apresentaram crescimento em 2024. O destaque fica para a chamada formação bruta de capital fixo (o volume de investimentos da economia), que cresceu 7,3% no ano. Este resultado acabou impulsionado pela construção civil e pela produção de bens de capital.

Publicidade

Newsletter do Exclusivo: Cadastre seu e-mail

Publicidade

Já o consumo do governo cresceu 1,9%, e o consumo das famílias, principal força motriz da economia, avançou significativos 4,8% em relação ao ano anterior. Isso tudo devido à melhora no mercado de trabalho, ao aumento do crédito e aos programas governamentais de transferência de renda.

No que tange ao comércio exterior, as exportações de bens e serviços cresceram 2,9%, enquanto as importações subiram 14,7%. Os destaques para este forte crescimento das importações vieram dos produtos químicos; das máquinas e aparelhos elétricos e dos veículos automotores.

Publicidade

Apesar dos resultados favoráveis, quando se olha exclusivamente para os dados trimestrais, percebe-se que de outubro a dezembro a atividade econômica brasileira desacelerou, apresentando crescimento de apenas 0,2% frente ao trimestre anterior.

Nessa mesma base de comparação, o consumo das famílias apresentou queda (-1,0%), o que não ocorria desde o segundo trimestre de 2021.

Publicidade

Por fim, tais números revelam que a combinação de inflação persistente, com o emprego de uma política monetária mais restritiva por parte do Banco Central (leia-se taxa selic mais elevada), já começa a deixar suas marcas no ritmo de atividade econômica brasileira.

Acompanhe o Exclusivo também no Instagram

Publicidade

Share this content:

Publicar comentário