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Desemprego cai para o menor patamar em 11 anos

Desemprego no terceiro trimestre teve a segunda menor taxa da série histórica da PNAD Contínua

Desemprego cai para o menor patamar em 11 anos

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, no dia 31 de outubro, sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua). O levantamento traz os dados consolidados para o desemprego no Brasil, no terceiro trimestre do ano. Os números confirmam, sobretudo, a tendência favorável que se tem verificado no mercado de trabalho nos últimos meses. A taxa de desemprego recuou para 6,4% no período de julho a setembro de 2024. O resultado representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (6,9%). E, ao mesmo tempo, um recuo de 1,3% quando comparado ao mesmo período de 2022 (7,7%).

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Foi a segunda menor taxa da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. Só perde para o trimestre encerrado em dezembro de 2013, quando a taxa de desocupação foi de 6,3%.

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A população desocupada totalizou 7 milhões de pessoas, um recuo de 1,3 milhão de trabalhadores a menos frente ao terceiro trimestre de 2023.

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Já o total de pessoas ocupadas atingiu a expressiva marca de 103 milhões de trabalhadores, número recorde da série histórica, com 3,2 milhões de pessoas ocupadas a mais do que no mesmo período do ano passado.

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Desemprego no terceiro trimestre teve a segunda menor taxa da série histórica da PNAD Contínua
Arquivo/GES Desemprego no terceiro trimestre teve a segunda menor taxa da série histórica da PNAD Contínua

Empregos com carteira assinada

Outro número favorável foi o de empregados com carteira assinada que passou para 39 milhões de trabalhadores, subindo 4,3% frente ao mesmo período do ano passado (ou 1,6 milhão de pessoas a mais).

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A informalidade no mercado de trabalho brasileiro, entretanto, continua alta (43,4 milhões de trabalhadores), o que evidencia a precarização nas relações de trabalho ainda presente em boa parte do mercado laboral brasileiro. Um exemplo disso é o ainda elevado número de empregados sem carteira assinada no setor privado que atingiu 14,3 milhões de pessoas (quase 1,1 milhão de pessoas a mais do que em 2023).

Outro dado da pesquisa que não foi tão alvissareiro, refere-se ao rendimento médio mensal dos trabalhadores (R$ 3.227) que se manteve praticamente estável em relação ao trimestre anterior. Todavia, quando comparado ao mesmo trimestre de 2023, o rendimento médio mensal percebido subiu 3,7% acima da inflação.

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A partir dos dados divulgados pelo IBGE, nota-se que o mercado de trabalho brasileiro se mantém aquecido. Segue apresentando resultados favoráveis, trimestre após trimestre, com mais pessoas ocupadas e melhores salários. Isso tem se refletido na chamada massa de rendimentos. Ou seja, o total de rendimentos mensais percebidos por todos as pessoas ocupadas no País.

No trimestre terminado em setembro, a massa total de rendimentos mensal foi de R$ 327,7 bilhões. Um crescimento real de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o valor atingiu R$ 305,7 bilhões.

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Por fim, esta maior massa de rendimentos, fruto da combinação da queda da taxa de desemprego com aumento da renda dos trabalhadores, tem se refletido no maior consumo das famílias. O que ajuda a explicar a revisão, para cima, dos números previstos para o crescimento econômico brasileiro neste ano.

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