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O ano do protecionismo: um balanço da economia brasileira em 2025

PIB brasileiro foi puxado pelo setor de serviços

O ano do protecionismo: um balanço da economia brasileira em 2025

Chegamos ao crepúsculo de mais um ano e é hora de fazermos um balanço do ano que se encerra.

O governo federal, ao contrário do que havia sido prometido quando da criação da atual âncora fiscal, continuará registrando déficit primário em 2025, mesmo apesar de ter sido autorizado pelo Congresso Nacional, em mais de uma oportunidade, a executar bilhões de reais de gastos adicionais que não serão incluídos no cálculo da meta fiscal.

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PIB brasileiro foi puxado pelo setor de serviços
Arquivo/GES Bilhões de reais de gastos adicionais não serão incluídos no cálculo da meta fiscal

Se analisarmos o resultado das contas públicas pelo conceito nominal, ou seja, aquele que leva em consideração, além das despesas primárias, o gasto com o pagamento de juros da dívida pública, o rombo se faz ainda muito maior.

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O déficit nominal de 2025 deverá fechar o ano na casa dos 8,5% do PIB com o gasto com os juros sobre a dívida púbica, acumulando, nos últimos doze meses terminados em outubro, a impressionante cifra de R$ 987 bilhões.

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A manutenção da mais alta taxa básica de juros em quase 20 anos (taxa selic a 15%), freou o ímpeto de crescimento econômico do país em 2025, o que fará com que o PIB brasileiro desacelere para algo entre 2,0 e 2,5% neste ano (os dados definitivos do PÌB de 2025 serão divulgados pelo IBGE apenas em março do ano que vem).

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Apesar da desaceleração no nível de atividade econômica, o mercado de trabalho se manteve ainda bastante aquecido e resiliente, com a taxa de desemprego tendo atingido, no trimestre compreendido pelos meses de agosto, setembro e outubro (o dado mais recente disponível) a menor taxa da série histórica (5,4%).

Todavia, foi no front externo que as atenções dos agentes econômicos se concentraram em 2025. O aumento do protecionismo comercial, com a abrupta elevação de tarifas de importação pelos Estados Unidos sobre vários produtos brasileiros, promoveu incertezas e resultou em revisões, para baixo, das perspectivas de crescimento da economia brasileira.

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O comércio exterior brasileiro, como não poderia deixar de ser, sentiu os efeitos da guerra comercial aberta pelos EUA.

Mesmo diante da recente revisão das tarifas aplicadas aos produtos brasileiros por parte dos EUA e da impressionante capacidade demonstrada pelo setor produtivo brasileiro de se adaptar ao novo cenário (buscando novos mercados para escoar suas exportações), o saldo da balança comercial sofrerá um recuo significativo em 2025, não obstante ainda se manter no campo superavitário.

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A despeito deste cenário internacional adverso, a taxa de câmbio percebeu significativa apreciação ao longo do ano, tendo saído dos R$ 6,20 por dólar em janeiro de 2025 para os atuais R$ 5,30.

O fortalecimento do real brasileiro ao longo do ano, contribuiu, junto com a elevação da taxa básica de juros, para desacelerar a inflação brasileira que, uma vez mais, ficará acima do centro da meta definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), mas abaixo do teto estabelecido (4,5%).

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Para o próximo ano, os riscos deverão continuar a vir do ambiente externo, bem como das incertezas subjacentes ao cenário político (o resultado das eleições presidenciais de outubro) e da trajetória fiscal-financeira do setor público.

É aguardar para ver. Até lá, caro leitor, meus votos de um Feliz 2026!

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