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Negociações Estados Unidos e China: “uma luz no fim do túnel”

Donald Trump e Xi Jinping em reunião no dia 30 de outubro

Negociações Estados Unidos e China: “uma luz no fim do túnel”

No dia 30 de outubro, os presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping, respectivamente, finalmente se reuniram para discutir pontos de divergências entre seus países. A cúpula dos líderes ocorreu na Base Aérea de Gimhae, na cidade sul-coreana de Busam, e marcou o fim de uma intensa agenda de Trump pela Ásia.

Donald Trump e Xi Jinping em reunião no dia 30 de outubro
Divulgação Donald Trump e Xi Jinping em reunião no dia 30 de outubro

As discórdias entre as duas maiores potências econômicas do mundo, que aparentemente começaram devido ao fentanil (um opioide sintético responsável por boa parte das mortes por overdose nos EUA), transformou-se em um conflito muito mais amplo, abrangendo disputas em torno de terras raras, minerais críticos, exportações de soja, controles sobre redes sociais, entre outros.

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Após o encontro, o Ministério do Comércio da China confirmou que Pequim suspenderá temporariamente os controles de exportação de terras raras para os EUA. A potência asiática detém a maior parte da produção e do fornecimento global destes recursos essenciais à fabricação da maioria dos bens de alto valor tecnológico.

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De acordo com um comunicado emitido pelo governo chinês, a suspensão terá duração de um ano. O informe acrescentou ainda que os dois lados também chegaram a um consenso sobre a expansão do comércio agrícola e trabalharão para resolver as questões relativas ao aplicativo TikTok que Trump busca colocar sob controle americano.

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Pequim disse também que os americanos assumiram o compromisso de ampliar seus investimentos na China e que os dois países concordaram em não entrar em um “ciclo vicioso de retaliação” um contra o outro.

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Após a cúpula, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que o presidente dos EUA visitará o país em 2026.

Em publicação na sua rede social, Trump confirmou que fará uma visita à China em abril e disse que a potência asiática aprovou um acordo sobre terras raras e minerais críticos, além de se comprometer em comprar energia americana.

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O líder estadunidense disse ainda que as tarifas sobre as importações chinesas serão reduzidas e que os Estados Unidos também suspenderão por um ano as taxas portuárias aplicadas a navios chineses.

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O presidente dos Estados Unidos afirmou também que Pequim voltará a comprar soja americana, após a China interromper tais compras em maio.

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Donald Trump disse ainda que discutiu com Xi Jinping a guerra entre Rússia e Ucrânia durante o encontro e que os dois líderes concordaram em trabalhar juntos para dar fim ao conflito.

Como se pode depreender do exposto acima, o acordo firmado entre os dois líderes, apesar de temporário e parcial, foi profícuo e é um primeiro passo na superação da disputa comercial entre as duas superpotências, e representa uma luz no fim do túnel na superação das rivalidades entre as duas maiores economias mundiais.

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Agora é aguardar para ver se as partes irão cumprir com os compromissos firmados na cúpula. Enquanto isso, seguimos aqui atentos aos próximos capítulos desta novela.

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