Moda para o verão 2026: aprecie sem moderação
Eu posso estar completamente errada, mas se me pedissem para definir a moda do verão 25/26 em poucas palavras, eu diria “fácil digestão”. E desta vez, falo sem embasamentos e sem pesquisa, apenas da percepção pessoal do que tenho observado nas vitrines e da vivência de mercado. De primeira, pode soar como algo negativo, mas muito pelo contrário! Nesse verão, você vai vender muito! Vem comigo para entender.
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Listras, poás, xadrez Vichy, rendas, animal print, candy colors, crochê, penduricalhos na bolsa, estampas de frutas e comidas… Nada disso é novo, nada disso é complexo de vestir e combinar. São referências revisitadas, inclusive na lista das tendências temos vários elementos considerados clássicos – aquilo que nunca sai de moda. Olhar para as vitrines hoje, é ter a sensação de familiaridade e conforto ao reencontrar um velho conhecido com algum upgrade, sem aquela pausa para questionar o novo e pensar “será que eu usaria ou vai ficar esquecido no fundo do armário com etiqueta?”

Essas tendências, nesse momento, fazem total sentido
Vivemos um percurso de extremos: da pandemia e o conforto do home office, à retomada das ruas com uma moda mais glamourosa, passando pelo boom da estética western, que aqui no Brasil virou a “moda rodeio” e a ascensão do boho chique. A última temporada foi do novo, muitas vezes inusitado e com alta aderência, quase um uniforme, gerando até memes. Essas fases, cada uma a seu modo, marcaram picos de intensidade. Sinto que agora chegamos a um ponto de descanso. Depois da saturação causada por tendências muito fortes e impactantes, faz sentido que o verão venha mais tranquilo e fácil de assimilar.
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Não podemos esquecer da vida lá fora, que afeta também os ânimos na hora de vestir. Guerra, política, violência, as horas do dia que passam voando… Há tanto com o que se preocupar que não sobra energia para pensar em como montar um look incrível, ainda mais no verão, quando o calor convida a usar o tempo livre para curtir a vida. A regra é estar bem arrumada, mas sem esforço. Nesse contexto, o clássico e o atemporal assumem o posto de tendência porque entregam segurança e praticidade. Tons pastel ganham força pois são fáceis de combinar entre si. São escolhas que diminuem o risco do erro, que não exigem muito raciocínio para comprar um look novo.
E a moda no varejo?
Do ponto de vista comercial, essa leitura me parece extremamente positiva. Produtos clássicos e de combinações fáceis, são imãs do desejo. O consumidor entra na loja já se reconhecendo naquelas roupas, sabendo que fará um bom investimento, pois tem certeza de que irá usar muito o produto. O trabalho de convencimento diminui, não há objeções e a venda flui de forma mais natural. Afinal, quem não se permite investir numa roupinha nova para compensar os problemas da vida e ainda por cima ter uma rotina mais prática? É a desculpa perfeita para comprar! É o momento propício para vender!
O que essa temporada diz é que, em meio à instabilidade, depois da fadiga do novo, buscamos no vestir um território de tranquilidade. A moda cumpre o papel de aliviar a mente, oferecer beleza sem complicação e trazer familiaridade em tempos incertos. Um sabor familiar, que sempre cai bem. E talvez seja justamente essa leveza, no ato de vestir e na estética, que faz do verão 25/26, uma das temporadas mais agradáveis dos últimos tempos. Um convite para apreciar sem moderação.
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