Desemprego no Brasil: taxa de desocupação é a menor em 13 anos
Em janeiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) com os números consolidados para o desemprego no Brasil em 2025.

Os números seguem a tendência favorável que vem se verificando no mercado de trabalho nos últimos três anos, com a taxa de desemprego recuando para 5,6% da população ocupada, a menor taxa de desocupação da série histórica iniciada em 2012.
O resultado representa uma queda de 1,0 ponto percentual em relação à 2024 (6,6%). Já quando comparado a 2019 (11,8%), ano anterior à pandemia, a queda é ainda mais significativa (6,2%).
A população desocupada totalizou 6,1 milhões de pessoas, um recuo de 14,5% (cerca de 1 milhão de trabalhadores a menos) frente ao mesmo período do ano anterior e impressionantes 3,9 milhões a menos quando comparados ao final de 2022.
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Recorde da série histórica
Já o total de pessoas ocupadas atingiu a expressiva marca de 103 milhões de trabalhadores, número recorde da série histórica, com 1,7 milhões de pessoas ocupadas a mais do que ao final de 2024.
Outro número favorável foi o de empregados com carteira assinada no setor privado que passou para 38,9 milhões de trabalhadores, subindo 2,75% frente ao mesmo período do ano retrasado. O número de empregados no setor público também subiu para 12,7 milhões de pessoas (2,2%).
Rendimento mensal dos trabalhadores
Mais um dado da pesquisa que corrobora a tese de recuperação do mercado de trabalho, refere-se ao rendimento médio mensal dos trabalhadores (R$ 3.560) que subiu 5,7% acima da inflação, ou seja, um ganho real de quase 6% frente a 2024.
Outro dado relevante da pesquisa, e que tem impacto direto na dinâmica econômica, é a massa de rendimentos mensal percebida pelo conjunto de todas as pessoas ocupadas. Em 2025 este valor atingiu a marca dos 361,7 bilhões de reais mensais, 7,5% superior, em termos reais, ao ano anterior, o que traz uma perspectiva positiva sobre a capacidade de consumo das famílias e, portanto, para o próprio crescimento econômico brasileiro.
Informalidade
Todavia, a informalidade no mercado de trabalho brasileiro, apesar de registrar queda, ainda continua elevada (39,2 milhões de trabalhadores), evidenciando a precarização nas relações de trabalho ainda presente em boa parte do mercado laboral brasileiro. Um exemplo é o ainda elevado número de empregados sem carteira assinada no setor privado que, apesar de ter apresentado uma leve queda, é ainda a realidade de 13,8 milhões de pessoas.
Expressiva melhora
Como se pode depreender, a partir dos dados divulgados pelo IBGE, fica notório que os números apresentam, pelo terceiro ano consecutivo, expressiva melhora, tanto no que tange aos níveis de ocupação, como no que tange à remuneração média auferida pelos trabalhadores, revelando a força do mercado de trabalho brasileiro.
A nota negativa fica por conta da informalidade que, apesar de ter apresentado queda em relação a 2024, corresponde ainda, segundo o IBGE, a uma parcela substancial do mercado de trabalho brasileiro (38,1%).
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