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Marca é multada por não informar uso de couro de porco em calçado

Pela não informação do uso de couro de porco em um de seus modelos de tênis mais populares, uma marca de calçados está sendo multada.

Publicado em: 27/02/2025 14:52
Última atualização: 05/03/2025 11:31

Uma marca de calçados e artigos esportivos está sendo multada pela não identificação do uso de couro de porco. A Adidas terá que pagar US$ 15 mil (R$ 87 mil) por não ter informado os consumidores da Turquia sobre a utilização do material em um de seus calçados mais populares, o Samba OG. A autoridade reguladora da publicidade no país europeu reprovou a etiqueta alemã por ter mencionado em seu site o uso de "couro verdadeiro", sem especificar o tipo.

A maioria da população na Turquia é muçulmana, que não admite a utilização de couro de porco por questões religiosas.

Na resolução, o órgão regulador turco de publicidade informa que o uso de um "componente contrário às sensibilidades religiosas da maioria da sociedade deve ser claramente mencionado na publicidade".

Adidas não informou consumidores turcos sobre utilização de couro de porco no Samba OG

Até o momento, a Adidas não se manifestou sobre o assunto.

Um outro caso semelhante envolvendo a utilização de couro de porco na Turquia acabou sendo registrado em 2020.

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Uso da palavra couro no Brasil

No Brasil, existe uma lei que proíbe o uso de expressões como “couro sintético” ou “couro ecológico”. Trata-se da Lei 4.888, vigente desde 1965, que destaca que somente produtos oriundos de pele animal podem receber a denominação “couro”.

A lei busca proteger o consumidor, para que não leve um produto achando que é outro. De acordo com o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), o couro tem atributos únicos. Nesse sentido, entre as características do material, a entidade cita a troca de temperatura, elasticidade e conforto, que "são impossíveis de serem reproduzidos por outros materiais". "Tem um valor agregado maior, e em nada se assemelha aos materiais fornecidos em milhões de metros quadrados lineares de combustível fóssil", diz o CICB no site da "lei do couro".

Além disso, o CICB desenvolve um projeto nacional de diálogo e educação sobre a lei do couro. A iniciativa verifica, principalmente, anúncios e postagens nas mídias sociais. O objetivo é levantar possíveis infrações à Lei 4.888/65, e enviar conteúdo esclarecedor sobre o correto uso da palavra couro. Conforme a entidade, é um monitoramento que ocorre sete dias por semana, 24 horas.

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