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Marca é acusada de violar patente de tênis que pode ser calçado sem usar as mãos

Tradicional marca de tênis está sendo acusada de violar a patente de uma de suas linhas de produto, que pode ser calçado sem usar as mãos.

Publicado em: 29/07/2025 11:35
Última atualização: 29/07/2025 16:33

A terceira maior marca de tênis do mundo está sendo acusada de violar a patente de uma de suas linhas de produto, que pode ser calçado sem usar as mãos. Processo movido pela Kizik, em um Tribunal Federal do Texas (Estados Unidos), alega que a Skechers violou, consciente e intencionalmente, diversas patentes com o modelo Hands Free Slip-ins – uma das linhas campeãs de vendas da brand, que foi recentemente adquirida por bilionário brasileiro. Em 2023, a Nike havia processado a Skechers e a New Balance por violação de patente sobre tecnologia de tênis.

Modelo Hands Free Slip-ins da Skechers

A Skechers está sendo acusada de copiar quatro patentes de utilidade e duas patentes de design que protegem as tecnologias de calçados hands-free da Kizik.

Ao mesmo tempo, a Kizik alega ter desenvolvido e protegido essas tecnologias muito antes da Skechers entrar na categoria.

Fundada em 2017, a Kizik possui mais de 200 patentes emitidas e pendentes. Nesse sentido, algumas destas patentes, com mais de 15 anos, abrangem seu portfólio de sistemas de calçados sem o uso das mãos. Isto inclui as tecnologias Cage, Flex Arc e Squeeze It.

Essas tecnologias permitem que as pessoas coloquem os pés facilmente nos calçados sem usar as mãos ou amarrar os cadarços.

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O que diz a Skechers

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (28), a Skechers disse que "defenderá vigorosamente o processo de patente" e que as alegações da Kizik "são infundadas".

A Skechers informa que desenvolveu sua própria tecnologia exclusiva de Slip-ins e obteve mais de 140 patentes de utilidade e design em todo o mundo, inclusive nos Estados Unidos. Além disso, a empresa destaca que "tem feito valer seus direitos de patente com rigor", resultando em inúmeros julgamentos, liminares e acordos em todo o mundo.

O presidente da Skechers, Michael Greenberg, disse que o momento desta ação judicial é "curioso" e ocorre logo após a empresa anunciar uma fusão de US$ 9,42 bilhões com a 3G Capital.

"A verdadeira motivação para esta ação judicial pode acabar sendo encontrada na própria denúncia da Kizik. Eles afirmam que estão buscando uma parte dos US$ 9,42 bilhões, dinheiro que a Kizik não ganhou e não merece”, disse Greenberg.

Michael Greenberg, presidente da Skechers

Além disso, o presidente da Skechers comenta que calçados, que podem ser colocados sem o uso das mãos, "existem há pelo menos um século". "Eles não foram criados no século 21, em Utah (estado americano onde está localizada a sede da Kizik). Nos tornamos líderes de mercado no segmento de calçados sem as mãos inovando – e não imitando – essa ideia, transformando-a em um ajuste verdadeiramente sem as mãos, com nossa própria tecnologia", afirma.

De acordo com Greenberg, a Skechers tem investido recursos significativos em pesquisa e desenvolvimento. Tudo isso para "apresentar seus próprios calçados inovadores, únicos e empolgantes aos clientes ano após ano". Conforme ele, a empresa continuará lançando seus produtos, "sem se deixar intimidar por acusações infundadas da concorrência".

"Contestaremos agressivamente tanto a validade das patentes quanto as alegações de infração”, frisa o presidente da Skechers.

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