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Marca brasileira de calçados projeta faturar quase R$ 70 milhões

Faturamento de R$ 70 milhões é o que uma marca de calçados projeta atingir em 2026, quando completa 15 anos de mercado.

Publicado em: 06/04/2026 15:54
Última atualização: 09/04/2026 10:35

Em 2026, quando completa 15 anos de mercado, uma marca brasileira de calçados e acessórios femininos projeta faturar quase R$ 70 milhões. A projeção é da Wishin (São Paulo/SP), etiqueta que alcançou um crescimento de 300% em cinco anos. No ano passado, o faturamento bruto da empresa passou de R$ 53,4 milhões para R$ 59,4 milhões, incremento de 11%.

Sapato modelo Oxford da Wishin

Entre os motores da Wishin está sua estratégia de expansão. No mês passado, a marca inaugurou sua quinta loja física e a primeira dentro de um shopping, no Morumbi Shopping, em São Paulo.

"A abertura da loja no Morumbi Shopping representa um novo capítulo para a Wishin", afirma Anna Shin, CEO e co-founder da marca. "Mais do que expansão, esse movimento fortalece nosso posicionamento e amplia os pontos de contato com quem já acompanha a marca", completa.

Em comunicado enviado ao Exclusivo, a Wishin destaca que "com presença consolidada no digital e em quatro lojas de rua", a marca "inicia agora um novo movimento estratégico com a inauguração da unidade no Morumbi Shopping — um dos centros comerciais mais tradicionais da capital paulista".

O começo de tudo

Em 2011, com a ajuda de sua irmã, Joana, designer de produto, Anna, estilista, desenvolveu a primeira sapatilha. Com investimento inicial de R$ 10 mil, elas buscavam o clean, a simplicidade e, principalmente, o conforto. Após muitos testes, encontraram um profissional — que segue com a marca — para produzir o primeiro lote de 20 sapatilhas. Com os calçados no porta-malas do carro, saíram para apresentar a marca e, inicialmente, venderam para familiares e amigos. Também participaram de feiras de moda em São Paulo, como a tradicional feira da Praça Benedito Calixto. A primeira loja física veio pouco tempo depois, na rua Maria Antônia, próxima à Universidade Mackenzie, e marcou o início da construção de uma marca que hoje vende quase 200 mil pares de calçados por ano.

Anna Shin

“O começo da Wishin foi modesto, já que produzíamos poucos pares e vendíamos diretamente para as clientes, o que nos permitiu entender de perto o que elas realmente buscavam”, explica Anna. “Esse contato direto moldou a marca desde o início”, pontua.

Hoje, além de calçados femininos, a Wishin também comercializa acessórios como bolsas, carteiras, cintos, meias e produtos para cuidados com sapatos. O tíquete médio da marca é de R$ 312 e o negócio mantém uma operação híbrida, agora com cinco lojas físicas e um e-commerce responsável por cerca de 60% do faturamento.

Crescimento impulsionado pelo digital

Embora tenha começado no varejo físico, a Wishin encontrou no ambiente digital um dos motores de expansão da marca. Durante a pandemia, com as lojas fechadas, a empresa intensificou os investimentos em mídia e marketing digital, o que acelerou a maturidade do e-commerce.

No período, o faturamento mensal on-line saltou de cerca de R$ 500 mil para R$ 3,5 milhões, enquanto a presença digital da marca também ganhou escala: a base de seguidores nas redes sociais passou de cerca de 10 mil em 2020 para mais de 510 mil atualmente.

Parte desse crescimento está ligado à fidelização das clientes. Alguns modelos de calçados permanecem no portfólio da marca há mais de sete anos e continuam entre os mais vendidos, reforçando o posicionamento da empresa em torno de design atemporal e conforto estrutural.

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