Negócios
Fechamento de fábrica de calçados deixa 200 desempregados no RS
Duzentos trabalhadores ficaram desempregados após a fábrica de calçados em que atuavam anunciar o encerramento das suas atividades no RS.
Última atualização: 11/03/2026 10:44
A fabricante de calçados, que encerrou as atividades após 55 anos, deixou 200 trabalhadores desempregados no Rio Grande do Sul. A Calçados Tabita (Igrejinha/RS) comunicou os colaboradores sobre o fechamento de sua fábrica na tarde de segunda-feira (9). As informações foram confirmadas pela empresa em comunicado obtido pelo Exclusivo.
A calçadista informa que "todos os desligamentos foram feitos com total transparência junto ao sindicato dos trabalhadores de Igrejinha (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Calçado, Vestuário e Componentes para Calçado de Igrejinha), que tem prestado todo o apoio aos trabalhadores". No comunicado, a empresa disse que todos os seus ativos estão sendo disponibilizados para o pagamento das verbas rescisórias dos trabalhadores e também de seus demais credores.
O administrador da Calçados Tabita, Marcos Adriano Ermel, foi quem comunicou os trabalhadores sobre o fechamento da empresa ainda na tarde da segunda-feira (9). "Seguramente o dia mais difícil da minha vida. Tenho aqui colaboradores que chegaram antes de mim, pelos quais tenho profundo respeito e admiração. Justamente por esse respeito é que precisamos descontinuar a operação e garantir que estes colaboradores e amigos tenham os seus direitos garantidos", disse.
O que provocou o fechamento da Calçados Tabita?
Entre os motivos que levaram ao fechamento da Calçados Tabita, a empresa aponta a pandemia da covid-19, o "tarifaço" imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros e o incêndio que atingiu a fábrica da companhia no ano passado. "Vínhamos enfrentando dificuldades desde a pandemia, situação que se agravou com o tarifaço nas exportações e também com o incêndio que atingiu as instalações em maio do ano passado", diz a calçadista no comunicado.
No encerramento das suas operações, a empresa estava produzindo mil pares de calçados femininos em couro por dia, operando as marcas Tabita e Divalesi, além da produção para etiquetas de terceiros via private label. A calçadista atendia clientes no Brasil e em outros 45 países.
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