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Fabricante de calçados pagará mais de R$ 30 milhões aos acionistas
No próximo mês, maior fabricante de calçados esportivos do Brasil paga o equivalente a R$ 33 milhões ao seu quadro de acionistas.
Última atualização: 27/10/2025 10:38
Uma fabricante brasileira de calçados anunciou, nesta terça-feira (21), que vai pagar mais de R$ 30 milhões ao seu quadro de acionistas. A Vulcabras (Jundiaí/SP), maior produtora nacional de calçados esportivos, pagará, a partir do dia 3 de novembro, o valor bruto total de R$ 33.958.375,00 (trinta e três milhões, novecentos e cinquenta e oito mil, trezentos e setenta e cinco reais) às pessoas físicas ou jurídicas que possuem ações da empresa.
O valor bruto total acabará sendo pago a título de dividendos intercalares. De acordo com a XP Investimentos, trata-se de uma distribuição de lucros antecipada, feita pela empresa ao longo do exercício fiscal antes da aprovação do balanço final anual. Desse modo, ele se baseia nos resultados apurados em períodos intermediários (como trimestral ou semestral) e é uma forma de a companhia distribuir remuneração aos acionistas mais rapidamente, sem ter que esperar a data anual regular.
Segundo a Vulcabras, no pagamento dos dividendos intercalares se mantém o valor por ação de R$ 0,125 (cento e vinte e cinco milésimos de reais).
No mais recente resultado financeiro divulgado pela calçadista, referente ao segundo trimestre de 2025 (2T25), a companhia registrou "crescimento acelerado sustentado por seu modelo de negócio verticalizado, foco em inovação de produtos e gestão de marcas altamente conectadas ao consumidor brasileiro". No período, a Receita Operacional Bruta (ROB) totalizou R$ 1.043 milhão, alta de 17,3% em relação ao 2T24 (segundo trimestre de 2024). O lucro bruto atingiu R$ 365,4 milhões, um avanço de 12,9% frente ao mesmo período do ano anterior.
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Ganhos não recorrentes da fabricante de calçados
Já, em relação ao lucro líquido no segundo trimestre de 2025, a Vulcabras alcançou R$ 353,3 milhões crescimento de 152,9% sobre o 2T24. Resultado esse, que conforme a empresa, acabou sendo "impulsionado por um evento não recorrente decorrente de decisão favorável em ação de PIS/COFINS". A calçadista foi beneficiada por uma ação judicial que permitiu a recuperação de créditos do Programa de Integração Social e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). O que foi resultado da exclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da base de cálculo desses tributos. Por fim, essa vitória judicial gerou ganhos não recorrentes para a empresa, que foram reconhecidos em seus resultados financeiros nos últimos anos.
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