Negócios
Exportações italianas de calçados "apontam para uma fraqueza generalizada"
As exportações, que representam 90% do faturamento da indústria calçadista italiana, caíram 1,6% em valor no primeiro trimestre de 2026.
Última atualização: 22/07/2026 16:17
A Associação Italiana dos Fabricantes de Calçados (Assocalzaturifici na sigla em italiano) avalia que as exportações do primeiro trimestre de 2026 "apontam para uma fraqueza generalizada". As vendas externas – que representam 90% do faturamento do setor –, totalizaram 3 bilhões de euros, queda de 1,6% em relação aos primeiros três meses do ano passado. Em volume, a redução chega a 3,6%.
O mercado interno registrou leve recuperação no consumo, embora, segundo a entidade italiana, insuficiente para compensar a desaceleração nos mercados internacionais, que seguem sendo o principal motor do setor italiano de calçados. "As tensões geopolíticas agravam essas dificuldades. O cenário internacional continua marcado pela imprevisibilidade, elevando os custos e retardando as decisões de compra dos nossos clientes. O aumento dos custos de matérias-primas e energia é mais um motivo de preocupação", avalia a presidente da Assocalzaturifici, Giovanna Ceolini.
LEIA MAIS:
+ Micam Milano lança a campanha global Shoes First
+ MICAM reforça internacionalização com ação na Ásia Central
Principais parceiros internacionais
Entre os parceiros europeus, a França (+6% em valor, apesar de uma queda de 3,6% no volume) segue sendo o principal destino dos calçados de fabricação italiana, enquanto a Alemanha registrou uma desaceleração mais acentuada, com queda de 10%.
As tensões internacionais estão afetando os resultados: as exportações para o Oriente Médio caíram 33% (com uma queda de 62% apenas em março, após a eclosão do conflito), as exportações para os países do antigo bloco soviético recuaram 21%, enquanto os Estados Unidos – que enfrentam desde a primavera de 2025 no Hemisfério Norte tarifas de importação adicionais –, registraram uma queda de 7,4% em valor. Ainda assim, a balança comercial do setor se fortaleceu e atingiu 1,3 bilhão de euros (alta de 10,9% em relação a 2025), graças a uma forte desaceleração das importações, que caíram 9,5% em valor.
Consumo interno
No mercado interno, no entanto, os sinais são mais animadores. As famílias italianas gastaram 1,28 bilhão de euros em calçados durante o trimestre (preços de varejo), um aumento de 1,7% em valor e 2,1% em volume em relação a janeiro-março de 2025, impulsionado principalmente por calçados femininos e tênis. Os tênis, juntamente com os calçados esportivos, representam 41% do gasto total.
Newsletter: Cadastre seu e-mail para receber as novidades do Exclusivo