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Exportações de couros têm peso maior e valor menor

Em novembro, segundo dados mais recentes do setor, as exportações de couros cresceram 2,1% em toneladas e caíram 10,7% em valor.

Publicado em: 23/12/2025 11:14
Última atualização: 23/12/2025 11:14

As exportações de couros e peles do Brasil em novembro apresentaram crescimento de 2,1% em toneladas em comparação com o mesmo mês de 2024; foram 61,1 mil toneladas vendidas no 11º mês de 2025. Em área, o total foi de 17,8 milhões de metros quadrados (redução de 5,9% sobre novembro de 2024), e, em valores, o montante chegou a US$ 96,9 milhões (10,7% a menos do que no mesmo período do ano passado). No acumulado de janeiro a novembro foram registrados aumento de 5,2% dos embarques em peso, e reduções de 3,9% em área e de 11,1% em valores. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e foram analisados pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB).

Em novembro, setor coureiro exportou 61 mil toneladas e US$ 97 milhões

Ásia e Europa são os principais destinos internacionais do couro brasileiro, com China e Hong Kong na liderança de participação (31,5%, em valores, de janeiro a novembro), Estados Unidos na segunda colocação (13,0%) e Itália em terceiro (10,9%). “Há destaques no eixo Ásia e Europa no panorama das exportações do Brasil, com crescimentos de exportações para a Coreia do Sul (7º lugar no ranking, e crescimento de 70,2% em valores de janeiro a novembro) e Espanha (10ª colocação e aumento de 65,9%)”, aponta Rogério Cunha, da área de Inteligência Comercial do CICB.

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No ranking dos estados exportadores, a liderança é do Rio Grande do Sul (participação de 28,6% em valores de janeiro a novembro), seguido de São Paulo (15,3% de participação) e Paraná (14,2%).

Volume embarcado

Conforme o CICB, o volume de couro embarcado em novembro apresentou desempenho positivo, registrando a maior área mensal enviada no ano e o maior peso já alcançado. “Mesmo com recordes, houve redução no valor mensal em comparação com novembro do ano anterior, apontando para uma queda de aproximadamente 10% no preço médio”, diz a entidade de classe.

Quanto aos tipos de couro, observaram-se aumentos no preço médio do couro acabado (+3,6%) e da raspa WB (+1,1%). Entretanto, segundo o CICB, esses avanços não foram suficientes para compensar as reduções nos preços médios do wet blue (-1,6%) e do crust (-2,7%).

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"Indústria mobilizada"

Cunha destaca que o setor de couros do Brasil “tem realizado neste ano um trabalho muito intenso em diversas frentes, que vão desde o aprimoramento da rastreabilidade, até o esforço diuturno sobre a reversão e atenuação de barreiras à exportação”, como a sobretaxa dos Estados Unidos e o Regulamento Antidesmatamento da União Europeia. “Definitivamente, este não tem sido um ano fácil, mas toda a indústria está mobilizada para manter o trabalho a pleno, inclusive com altos investimentos tecnológicos que possibilitem uma produção ainda mais sustentável e eficiente”, comenta o profissional da Inteligência Comercial do CICB.

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