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Exportações de couro do Brasil aumentam em volume e diminuem em valor
Em setembro de 2025, as exportações de couro do Brasil registraram aumento em volume (14,8% em peso) e queda em valor (quase 5%).
Última atualização: 24/10/2025 17:33
As exportações brasileiras de couros e peles aumentaram em volume e caíram em valor em setembro de 2025. No mês passado, os embarques alcançaram 17,2 milhões de metros quadrados e 60,3 mil toneladas, que representaram acréscimos de 7,7% e 14,8%, respectivamente, em comparação com setembro de 2024. Em valores, os números mostram US$ 97,3 milhões remetidos ao mercado externo em setembro de 2025, o que é 4,8% a menos do que no nono mês do ano passado. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e foram analisados e divulgados, recentemente, pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) no documento “Exportações Brasileiras de Couros e Peles – Setembro 2025.
Em relação aos dados de embarques de couro brasileiro no mês de setembro, Rogério Cunha, da área de Inteligência Comercial do CICB, observa que é “importante neste período fazer a análise do recorte de exportações para os Estados Unidos, que desde o dia 6 de agosto aplica uma sobretaxa (de 40%) às compras (importações) que realiza no Brasil, incluindo as de couro”. De acordo com a análise do CICB, no acumulado de janeiro a setembro, os norte-americanos apresentam queda de 12,2% em valores nas exportações de couro do Brasil, quedas de 3,5% em área e de 1,4% em peso. Seguem, contudo, na vice-liderança no ranking de países compradores do material brasileiro, com participação de 13,9%, atrás de China e Hong Kong, que contabilizam participação de 31,2%.
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Cunha reitera que, “desde o anúncio da aplicação da tarifa (sobretaxa de 40% às importações do Brasil pelos Estados Unidos), o CICB dedica esforços contínuos em suas ações diplomáticas, institucionais e de inteligência comercial, atuando em diferentes frentes para reverter ou mitigar os efeitos das tarifas”. Foram realizados contatos com entidades internacionais, embaixadas, associações comerciais e órgãos governamentais, buscando reforçar argumentos técnicos e econômicos que “comprovam o caráter sustentável, competitivo e de alto valor agregado” do couro brasileiro. “Estamos na expectativa por uma reversão da medida”, pontua.
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O CICB promove o couro do Brasil no mercado global, “sustentando a presença do setor em feiras internacionais, fortalecendo a comunicação institucional e apoiando empresas em estratégias de acesso e diversificação de mercados”. Cunha destaca que, nas últimas semanas, o setor “participou com sucesso” da feira Lineapelle, na Itália, e, a partir desta quarta-feira (22), estará na Anpic, no México.
“A diversificação de mercados é investimento contínuo, e temos resultados a destacar, com crescimentos expressivos no top dez dos maiores importadores, para destinos como Coreia do Sul (+63% em valores de janeiro a setembro) e Espanha (+56,8%)”, comenta Cunha.
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