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Curtidor é essencial para o sucesso do couro gaúcho

Os imigrantes alemães, que chegaram ao Rio Grande do Sul no século 19, impulsionaram a atividade coureira no estado.

Publicado em: 19/05/2025 11:44
Última atualização: 25/11/2025 11:48

Texto produzido pela AICSul: Rua Lucas de Oliveira, 49, Sala 801, 8º andar. Novo Hamburgo/RS. WhatsApp: 51 99999-8837

A atividade coureira no Rio Grande do Sul iniciou no século XIX, impulsionada pela chegada dos imigrantes alemães a partir de 1824, que aproveitaram a disponibilidade de peles principalmente bovinas, geradas pelas charqueadas que eram relevantes na economia da região Sul gaúcha. Esses colonos trouxeram consigo conhecimentos artesanais, estabelecendo pequenas oficinas familiares para a produção de artefatos de couro, como arreios e calçados.

O setor coureiro continua a desempenhar um papel vital na economia do Rio Grande do Sul, combinando uma tradição industrial que se destaca pela qualidade de seus produtos e inovação tecnológica para atender mercados exigentes de todo o mundo. O couro gaúcho é valorizado pela excelência no acabamento, especialmente para os segmentos de moda, calçados, estofados automotivos e móveis de alto padrão.

O setor é representado pela AICSul. A entidade foi fundada em 14 de maio de 1976 com o objetivo de fortalecer o setor coureiro gaúcho, que é reconhecido internacionalmente pela qualidade e design de seus couros. Desde sua criação, a AICSul atua como um elo de ligação e apoio às empresas do setor, buscando atender coletivamente às demandas das empresas associadas.

Fundamental para o desenvolvimento do setor coureiro gaúcho é o curtidor, que tem atuação homenageada sempre no dia 5 de maio. Atendendo a uma demanda das indústrias curtidoras, tem um papel relevante a criação da Escola de Curtimento de Estância Velha, em 5 de maio de 1965, hoje o Centro de Formação Profissional SENAI Couro e Meio Ambiente. Ali, se formam anualmente técnicos com alta qualificação, cujo muitos se tornaram empreendedores das melhores empresas do setor coureiro.

Futuro do couro depende das novas gerações

O site da APLF observa que o futuro do couro está em entender os Millennials (nascidos entre 1980 e 1994) e a Geração Z (nascidos entre 1996 e 2010): “A boa notícia é que essas gerações priorizam a sustentabilidade, a transparência e o artesanato em suas compras - que se alinham com o couro. A má notícia é que muitos foram enganados a acreditar que alternativas sintéticas são mais sustentáveis.

Então, observa que “a nossa missão é educar essas gerações sobre fatores críticos como sustentabilidade e valor, que alinham o couro com seus valores muito melhor do que alternativas de plástico. Essas gerações respondem muito bem a histórias, engajamento digital e fornecimento ético”.

Acrescenta que “precisamos modernizar a forma como nos comunicamos, respeitando as formas como eles consomem informações. Os ativistas conhecem muito bem essas gerações e as estão manipulando ativamente por meio das mídias sociais, afastando-as do couro. Se não nos envolvermos efetivamente com essas gerações, perderemos a oportunidade de ganhar sua lealdade e compreensão.

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