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Couro brasileiro mantém tendência de alta em suas exportações
As exportações brasileiras de couros e peles começaram 2025 mantendo a tendência de crescimento registrada no fim do ano passado.
Última atualização: 14/03/2025 11:40
As exportações brasileiras de couros e peles começaram 2025 mantendo a tendência de crescimento registrada no fim do ano passado. Em janeiro, foram embarcados 16,8 milhões de metros quadrados e 59,1 mil toneladas, altas de 10,2% e de 38,8%, respectivamente, em relação ao mesmo mês de 2024. Por outro lado, em valores (US$ 98 milhões), houve queda de 4,1% na comparação com igual período do ano passado. No entanto, segundo o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), entidade que analisou os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, “a tendência de elevação na análise sequencial de meses se mantém, já que janeiro mostrou aumento de 8,4% sobre dezembro”.
Rogério Cunha, da Inteligência Comercial do CICB, destaca que a primeira avaliação do ano para as exportações traz dados interessantes. O primeiro é o crescimento substancial em valores do top 3 importadores: China e Hong Kong (+10,4%), Itália (+15,3%) e Vietnã (+21,4%). Conforme Cunha, a configuração desse ranking também chama a atenção: os Estados Unidos, que encerraram o ano com a vice-liderança na participação das exportações de couro do Brasil, com 13,3% do total, começaram 2025 com 10,2% de participação, caindo para o quarto lugar. “Ainda é cedo para entender que essa seria uma tendência para os norte-americanos, que são parceiros muito consolidados da indústria curtidora brasileira e mundial, mas a ascensão do Vietnã, em especial, é um fenômeno que deve ser observado”, aponta.
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Incertezas na política e reflexos no couro brasileiro
Cezar Müller, diretor do Curtume A.P. Müller (Portão/RS), analisa o ritmo das exportações no começo de 2025 como “bastante lentas”. “Há muitas dúvidas, mudança no governo dos Estados Unidos, aumento de taxas. O mercado busca uma nova definição, há questões pendentes na área internacional e alguns movimentos políticos geraram dúvidas, que refletem no mercado de couro”, comenta.
Exportando quase que a totalidade de sua produção para o segmento de artefatos, o Curtume A.P. Müller tem nos Estados Unidos seu principal cliente internacional. “Um mercado que tem participação importante nos nossos negócios, por trabalharmos com maior valor agregado”, explica.
Perspectivas e tema para 2025
Entre as perspectivas do setor curtidor brasileiro para 2025, Cunha observa, sobretudo, que o segmento “deve manter seu trabalho estrutural para ampliar as exportações”. Do mesmo modo, ele reitera que “parte relevante desse esforço se concentra em ações de qualificação e sustentabilidade, com foco em pautas como rastreabilidade e avaliação de ciclo de vida”. Inclusive, sobre o tema avaliação de ciclo de vida na indústria do couro, Cunha cita que o projeto Brazilian Leather (parceria do CICB juntamente com a ApexBrasil) realiza o Fórum CICB de Sustentabilidade, no dia 19 de março, durante a programação 48ª Fimec, em Novo Hamburgo/RS. Mais informações e inscrições disponíveis no site (cicb.org.br/forum2025).
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