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Couro aparece na lista de exceções da tarifa adicional de 25% dos EUA

A lista de exceções da tarifa adicional de 25% dos EUA aos produtos brasileiros inclui determinados tipos de couro.

Publicado em: 17/07/2026 10:27
Última atualização: 17/07/2026 10:28

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, órgão de governo norte-americano) confirmou oficialmente, na quarta-feira (15), a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre a maioria dos produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, mas estabelece uma lista de exceções. Determinados tipos de couro estão fora da tarifação adicional.

No quinto mês do ano, curtumes brasileiros aumentaram área exportada em 43,7%

Conforme a Tabela Tarifária Harmonizada dos EUA (HTS, classificação oficial para identificar os produtos importados), os couros isentos são específicos. Tratam-se de meios, menores que 2,6 metros quadrados, em wet blue, crust, acabado e couro com pelo.

O USTR justifica a decisão de isentar couros e outros produtos afirmando que esses materiais são insumos importantes para as indústrias norte-americanas, especialmente automotiva, moveleira e calçadista, e que não existem fornecedores alternativos capazes de oferecer o mesmo volume e qualidade do Brasil.

LEIA TAMBÉM: Calçadistas manifestam preocupação com tarifa adicional de 25% nos EUA

Códigos referentes aos tipos de couro abrangidos na lista de exceções:

4104.11.20
4104.41.50
4104.49.10
4104.49.50
4107.11.20
4107.12.20
4302.19.60

Envolvimento da cadeia produtiva do couro

O Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), seus associados e toda a cadeia do couro do Brasil, participaram do processo que promoveu a retirada dos couros da tarifação. Houve consulta pública e mobilização presencial nos Estados Unidos, com articulação com o governo federal, Confederação Nacional da Indústrias (CNI), entidades congêneres e empresas locais.

Tarifação adicional

As taxas extras dizem respeito ao resultado de ações do USTR por meio da Investigação sob a Seção 301. A investigação determinou que o Brasil teria práticas discriminatórias ou restritivas ao comércio dos EUA em pontos como meios de pagamento, propriedade intelectual, tarifas preferenciais e outros.

Em breve, uma nova decisão do USTR deve ocorrer no escopo exclusivo da ação sobre possíveis práticas de trabalho forçado no Brasil, com a possibilidade de taxação de 12,5% para mais de 60 nações.

(*) Com informações do CICB.

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