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Calçadistas gaúchas concluem fusão estratégica

Uma fusão estratégica entre duas empresas calçadistas do Rio Grande do Sul está sendo concluída ao longo deste ano.

Publicado em: 23/09/2025 14:34
Última atualização: 25/09/2025 16:22

Duas empresas calçadistas do Rio Grande do Sul estão concluindo, ao longo deste ano, uma fusão estratégica. A Anzetutto Collezione e a AK Studio de Design, ambas sediadas em Novo Hamburgo/RS, anunciaram, recentemente, a união dos seus negócios. O objetivo, segundo os empreendimentos, é “unir forças para elevar ainda mais o padrão de qualidade e inovação de seus produtos”. Os sócios Valter Paese e Alexandro Kirsten, que compartilham sólida relação profissional de mais de 15 anos, oficializam a parceria “para entregar um produto excepcional às consumidoras brasileiras e internacionais”. Enquanto Paese cuida das áreas comercial, administrativa e financeira, Kirsten é o responsável por toda a operação industrial, respondendo também pelo desenvolvimento dos produtos.

Fábrica da Anzetutto tem 1,2 mil metros quadrados de área

A marca Anzetutto, com mais de 30 anos de mercado, passou por uma reestruturação para, segundo Paese, “seguir atendendo com excelência às exigências” do mercado nacional e internacional. “Colocamos forro de couro em nossos calçados, melhoramos nosso produto. Não queremos crescer muito em quantidade (volume de produção). Queremos crescer em design, conforto e qualidade. Queremos entregar valor agregado.”

Valter Paese e Alexandro Kirsten

A empresa conta com estrutura própria localizada no bairro Liberdade, em Novo Hamburgo. A fábrica ocupa um prédio de 1,2 mil metros quadrados de área e a operação emprega 100 colaboradores, entre diretos e indiretos.

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Foco no valor agregado

Kirsten destaca que o foco da fusão está em oferecer produtos com valor agregado também no mercado externo. “Colocamos a Anzetutto em outro patamar no mercado interno, falo em termos de produto, preço de venda. Dobramos o tíquete médio. Então, queremos oferecer isso também para o mercado internacional”, comenta.

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Sobre private label (produção para terceiros), Kirsten reitera a proposta de oferecer produtos em quantidade menores. “Produzimos valor agregado, produtos de qualidade, em um mercado em que a China e Vietnã têm dificuldade de entrar, que é produzir, por exemplo, 150 pares de uma sapatilha ou de uma bota. Isso eles não fazem."

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