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Azzas 2154 é "surpreendido" com ação judicial movida por acionista

Ação judicial movida por acionista contra o Azzas 2154 e por extensão ao seu CEO causou "surpresa" no conglomerado de marcas de modas.

Publicado em: 13/05/2026 15:11
Última atualização: 16/05/2026 17:41

O Azzas 2154 (Campo Bom/RS), dono de Arezzo, Schutz, entre outras grifes, se disse "surpreendido", nesta terça-feira (12), com ação judicial cautelar movida pelo acionista Roberto Jatahy contra a própria empresa, e por extensão, envolvendo as decisões do CEO Alexandre Birman em questões relacionadas à gestão da unidade de negócios de moda masculina. Em março do ano passado, as disputas entre Jatahy e Briman quase provocaram o rompimento da fusão que criou o maior conglomerado de marcas de moda da América Latina.

Alexandre Birman e Roberto Jatahy

Jatahy tenta, via judicial, barrar uma reorganização interna defendida por Birman no Azzas 2154, que retiraria a marca Reserva da unidade de negócios sob o comando de Jatahy, integrando-a à operação da Hering.

LEIA TAMBÉM: Administradoras de marcas centrais estão deixando o Azzas 2154

A juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, impediu, em caráter liminar, mudanças na estrutura da marca Reserva até que o caso seja analisado em arbitragem.. A ação alega que a medida de Birman faria a empresa perder R$ 116 milhões em Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) associados às sinergias da integração da Reserva. Segundo informação de O Globo, Birman será afastado do cargo de CEO se tentar retirar a Reserva de Jatahy até que arbitragem resolva a disputa.

A companhia afirmou em comunicado ter sido "surpreendida" pelo pedido judicial, sustentando que a gestão da unidade masculina compete ao CEO (Birman), conforme o estatuto e acordo de acionistas.

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