Comércio

Operadora de lojas de marca de calçados de bilionário brasileiro pede recuperação judicial

Varejista, que opera lojas de marca de calçados de bilionário brasileiro, teve pedido de recuperação judicial homologado pela Justiça.

Publicado em: 11/12/2025 16:30
Última atualização: 17/12/2025 12:37

Uma empresa que opera lojas de marca de calçados adquirida neste ano por bilionário brasileiro teve, recentemente, pedido de recuperação judicial homologado pela Justiça. O Grupo Sunshine (Cuiabá/MT), responsável por pontos de venda da Skechers no Brasil, estaria sofrendo até ações de despejo em unidades localizadas em shopping centers do País. A varejista alega que suas operações estejam sendo prejudicadas por problemas logísticos (distribuição), de vendas e por condutas abusivas da etiqueta norte-americana de tênis. A dívida chega a R$ 19 milhões.

Grupo Sunshine opera lojas da Skechers no Brasil

No pedido de recuperação judicial, o Grupo Sunshine informa que "apesar das frutíferas negociações com os bancos e shopping centers onde foi necessária uma verdadeira 'batalha' para a manutenção dos postos de trabalho". Por outro lado, a varejista ressalta que "com a própria marca (Skechers), seu modus operandi permaneceu precário e com um agravante, pois a empresa 'deu de ombros' (expressão que significa mostrar indiferença, falta de preocupação ou não saber o que fazer) para a situação de crise enfrentada pelo Grupo Sunshine".

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Problemas desde o início e conduta abusiva

A abertura da primeira loja da marca no Brasil, em outubro de 2015, já apresentou problemas. "Mesmo a loja tendo sido planejada com 1 ano de antecedência, a Skechers além de não possuir estoque suficiente para abastecer toda a loja, foi responsável por atrasos na entrega na coleção do segundo semestre", diz o Grupo Sunshine no pedido de recuperação judicial. Ainda de acordo com a varejista, essas dificuldades seguiram nos 3 anos seguintes (2016, 2017 e 2018).

Além disso, a rede de lojas cita que comumente a Skechers "fazia sua tradicional" promoção de começo de ano, ou seja, produtos que haviam sido adquiridos com preço cheio no mês de novembro e que dois meses depois se encontravam em promoção. "Essa operação de descontos sugerida pela marca, mas sem opção de não liquidar, trouxe grandes prejuízos financeiros ao grupo, haja vista que produtos que sequer haviam sido pagos ao fornecedor fossem ofertados com 50% de desconto em média, causando assim mais um rombo financeiro ao grupo", diz o Grupo Sunshine no pedido de recuperação judicial.

O Exclusivo buscou uma posição da Skechers por meio de seu escritório próprio no Brasil. No entanto, até o momento, a marca de calçados ainda não se manifestou sobre o assunto. Caso haja alguma manifestação da empresa, este conteúdo será atualizado.

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