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Taxa de desemprego é a menor em 13 anos
Ao fim do primeiro semestre de 2025, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8%, a menor em 13 anos.
Última atualização: 05/08/2025 10:35
No mês passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). O levantamento traz os números consolidados para o desemprego no Brasil ao final do mês de junho. No período, foi registrada a menor taxa de desemprego em 13 anos.
Os números confirmam a tendência que se tem verificado no mercado de trabalho nos últimos anos. A taxa de desemprego recuou para 5,8% ao final do primeiro semestre de 2025. A menor para o período desde o início da série histórica iniciada em 2012.
Desemprego e taxa de desocupação menores
O resultado representa uma queda de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024 e de impressionantes 8,4% em relação a 2021, quando a taxa de desocupação atingiu a significativa marca de 14,2%.
A população desocupada totalizou 6,3 milhões de pessoas, um significativo recuo de 17,4% (cerca de um milhão e trezentos mil trabalhadores a menos) na comparação com o mesmo período do ano passado.
Já o total de pessoas ocupadas totalizou 102,3 milhões, número recorde para a série histórica iniciada em 2012, com 2,4 milhões de pessoas ocupadas a mais do que no primeiro semestre de 2024.
A população desalentada (aqueles que desistiram, por alguma razão, de procurar uma ocupação) totalizou 2,8 milhões de pessoas. Uma queda expressiva de 13,7% (equivalente a 436 mil pessoas a menos) na comparação anual.
Outro número favorável foi o de empregados com carteira assinada no setor privado que passou para 39 milhões de trabalhadores, subindo 3,7% frente ao mesmo período do ano passado (1,4 milhão de pessoas a mais na comparação anual). Além disso, o número de empregados no setor público (12,8 milhões de pessoas) também cresceu na comparação anual (3,4%).
Mais um dado que corrobora a tese de recuperação do mercado de trabalho, refere-se ao rendimento real mensal dos trabalhadores (R$ 3.477) que também foi recorde da série histórica. Dessa maneira, aumentou 3,3% acima da inflação quando comparado ao mesmo período do ano anterior.
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Informalidade
Todavia, a informalidade continua sendo uma característica do nosso mercado de trabalho, apesar de ter apresentado queda ao longo do último ano. A taxa de informalidade atingiu, ao final do primeiro semestre, 37,8% da população ocupada (cerca de 39 milhões de trabalhadores). Nesse sentido, evidencia a precarização ainda presente no mercado laboral brasileiro.
Apesar da alta informalidade, fica claro que os números divulgados pela PNAD do IBGE são alvissareiros. Tanto no que tange aos níveis de ocupação quanto na remuneração média dos trabalhadores.
Os dados indicam, sobretudo, que o mercado de trabalho brasileiro continua a surpreender positivamente. E que consolida um cenário marcado por sucessivas quedas da taxa de desemprego, que nos últimos quatro anos levaram o número de pessoas desocupadas a cair de 14,8 milhões, ao final do primeiro semestre de 2021, para os atuais 6,3 milhões.
O maior número de pessoas ocupadas, combinada ao aumento real da renda dos trabalhadores, são variáveis auspiciosas que permitem sonhar com um ritmo de crescimento econômico vindouro mais robusto, caso haja uma reversão nas atuais expectativas pessimistas dos agentes acerca do ambiente macroeconômico, derivado especialmente pelo tarifaço de Donald Trump. É aguardar para ver.
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