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Os primeiros 100 dias de Trump

Os 100 dias de um governo é sempre simbólico e, recentemente, Donald Trump atingiu essa marca em seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos.

Publicado em: 16/05/2025 11:17
Última atualização: 16/05/2025 11:19

Ao assumir a presidência no dia 20 de janeiro, após vitória inconteste sobre Kamala Harris, Donald Trump chegou, no dia 29 de abril, ao seu centésimo dia à frente do seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos.

Donald Trump durante discurso no Congresso americano

A marca dos 100 dias de governo é sempre simbólica, pois marca o chamado fim da lua de mel do governante com seus eleitores e encerra também um período no qual é feito um balanço das realizações do presidente recém-empossado.

E o que se pode notar claramente ao final destes cem primeiros dias de governo, é que o responsável pelo destino da mais rica nação do mundo, colocou em prática boa parte de suas promessas de campanha.

Aliás, não se pode dizer que seja uma surpresa o que foi feito até aqui, pois durante a campanha, o então candidato Trump se comprometeu com uma pauta de medidas que, em síntese, visava reduzir impostos para os mais ricos, aumentar o protecionismo, incentivar velhas indústrias e frear a imigração.

Trump "cumpre medidas como havia prometido"

A verdade é que Trump vem apenas cumprindo o que havia prometido, com medidas como anistiar os condenados pela invasão ao Capitólio, ou promover uma guerra comercial, chegando a decretar um mega tarifaço com alíquotas de importação chegando, por exemplo, à casa de 145% contra a China, entre outras tantas bizarrices.

Sua ampla vitória nas urnas, mostra, com clareza solar, que a maioria do povo americano concordava com esta pauta. Ademais, Trump não era nenhum político desconhecido (ele já havia governado o país durante 4 anos) e, portanto, não há que se falar em surpresa.

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Então, por que transcorridos 100 dias de seu governo a aprovação dos eleitores americanos a Trump é de apenas 41%, a mais baixa para um presidente desde 1953? O que faz com que uma parte de seus eleitores não o apoiem mais?

A resposta, ao meu sentir, parece passar por duas razões.

A primeira, devido ao arrependimento de parte do eleitorado americano que votou em Trump apenas por insatisfação com o governo Biden.

A segunda, pela incapacidade do eleitor trumpista médio conseguir avaliar qual seria o verdadeiro impacto das medidas propostas na campanha. Isto é, das consequências reais que tais decisões, quando colocadas em prática, poderiam trazer no que tange ao aumento da inflação e à desaceleração econômica.

Queda do nível de atividade

A queda do nível de atividade, aliás, já se fez sentir. No primeiro trimestre de 2025, o PIB dos EUA recuou 0,3%. Reflexo dos efeitos da guerra comercial e da postura de Trump de gerir seu país mais como um CEO do que como um presidente.

Apenas como base de comparação, no último trimestre de 2024, ainda sob a gestão Biden, a economia americana tinha apresentado crescimento de 2,4%.

Contudo, o pior pode ainda estar por vir. Na avaliação de muitas consultorias e analistas independentes, a economia americana apresenta, neste momento, uma probabilidade de mais de 90% de entrar em recessão.

É esperar para ver.

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