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Brasil tem a menor taxa de desemprego em 12 anos

Em 2024, o Brasil registrou a menor taxa de desemprego na série histórica iniciada há 12 anos.

Publicado em: 06/02/2025 15:13
Última atualização: 06/02/2025 15:33

No mês passado, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Ela traz os números consolidados para o desemprego no Brasil em 2024. Os dados confirmaram a tendência favorável que se tem verificado no mercado de trabalho nos dois últimos anos. A taxa de desemprego recuou para 6,6% da população ocupada, a menor taxa de desocupação da série histórica iniciada em 2012.

Em 2024, taxa de desemprego recuou para 6,6% da população ocupada

O resultado da taxa de desemprego representa uma queda de 1,2 ponto percentual em relação à 2023 (7,8%). Já quando comparado a 2019 (11,8%), ano anterior à pandemia, a queda é ainda mais significativa (5,2%).

A população desocupada totalizou 7,4 milhões de pessoas. Um recuo de 13,2% (ou 1,1 milhão de trabalhadores a menos) frente ao mesmo período do ano anterior.

Já o total de pessoas ocupadas atingiu a expressiva marca de 103,3 milhões de trabalhadores. Um número recorde da série histórica, com 2,6 milhões de pessoas ocupadas a mais do que ao final de 2023.

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Outro número favorável foi o de empregados com carteira assinada no setor privado que passou para 38,7 milhões de trabalhadores, subindo 2,7% frente ao mesmo período do ano passado. O número de empregados no setor público também subiu para 12,7 milhões de pessoas (3,5%).

Recuperação do mercado de trabalho

Mais um dado da pesquisa que corrobora a tese de recuperação do mercado de trabalho, refere-se ao rendimento médio mensal dos trabalhadores (R$ 3.225) que subiu 3,7% acima da inflação, ou seja, um ganho real de quase 4% frente a 2023.

A informalidade no mercado de trabalho brasileiro, entretanto, continua alta (40,3 milhões de trabalhadores). O que evidencia a precarização nas relações de trabalho ainda presente em boa parte do mercado laboral brasileiro. Um exemplo disso é o ainda elevado número de empregados sem carteira assinada no setor privado que atingiu 14,2 milhões de pessoas (700 mil pessoas a mais do que em 2023).

Outro dado relevante da pesquisa, e que tem impacto direto na dinâmica econômica, é a massa de rendimentos mensal percebida pelo conjunto de todas as pessoas ocupadas. Em 2024 este valor atingiu a marca dos R$ 328,6 bilhões mensais. Resultado 6,5% superior do que no ano anterior. O que traz uma perspectiva positiva sobre a capacidade de consumo das famílias e, portanto, para o próprio crescimento econômico brasileiro.

Como se pode depreender, a partir dos dados divulgados pelo IBGE, fica notório que os números apresentam, pelo segundo ano consecutivo, expressiva melhora, tanto no que tange aos níveis de ocupação, como no que tange à remuneração média auferida pelos trabalhadores, revelando a força do mercado de trabalho brasileiro.

A nota negativa fica apenas por conta da informalidade que, apesar de ter apresentado uma leve queda em relação ao ano passado, corresponde ainda, segundo o IBGE, a uma parcela substancial do mercado de trabalho brasileiro (39%).

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