Momento decisivo para o setor

08.03.2018

Este é um momento muito importante para o País: estamos iniciando a retomada do desenvolvimento econômico, dando continuidade às reformas necessárias para a modernização do Brasil e pensando nas próximas eleições, para eliminar os maus políticos da cena nacional. O setor coureiro-calçadista também está em um momento crucial. Aproveitando estes bons ventos, chegou a hora de acreditarmos no nosso potencial, de investirmos mais concretamente em tecnologia, inovação e sustentabilidade. Estes três temas, se bem trabalhados dentro de nossas empresas, nos trarão mais produtividade, menores custos, mais respeito do mercado e maiores vendas. Consequentemente, mais lucratividade e maior perenidade do nosso negócio.

Nível tecnológico

Temos, hoje, no Brasil, um complexo industrial respeitável, com um nível tecnológico satisfatório, mas que precisa se elevar para fazer frente à concorrência internacional. Incentivos fiscais, mão de obra barata e abundante são sempre importantes. Mas não são mais suficientes. Empresas bem geridas, com tecnologia avançada, com alto grau de automação, são mais competitivas que as empresas tradicionais, independentemente de onde elas estejam, de quanto incentivo recebem e de quanta oferta de força de trabalho possuem. A prova disto são as indústrias calçadistas que produzem com grande lucratividade em países como a Alemanha e os Estados Unidos, locais onde as contrações são caríssimas e praticamente não existem subsídios governamentais para esta atividade.

A informática tem revolucionado o mundo, principalmente nos últimos 20 anos. A cada dia, e com uma velocidade cada vez maior, a tecnologia da informação transforma nossa vida, nossas casas, nossas empresas, proporcionando recursos inimagináveis pouco tempo atrás. Hoje existem ferramentas para quase tudo: planejar, controlar, modificar e medir, por exemplo. Ficou muito mais fácil para administrar, mas também se exige muito mais conhecimento dos profissionais.

Fimec 2018

Em Novo Hamburgo/RS, ocorre esta semana a 42ª Fimec - Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes. Trata-se de uma das mais importantes mostras de tecnologia, inovação e design do setor em todo o mundo. Nela estarão expondo os principais fornecedores da cadeia de couro e calçado. Duas das principais atrações são a Fábrica Conceito e o Estúdio Fimec, espaços que apresentarão estes três temas. A primeira exatamente com o tema: a Tecnologia da Informação a Serviço da Indústria Calçadista.

Oportunidade

É uma espetacular oportunidade para todos os profissionais e empresários do setor terem contato com o que há de mais avançado em máquinas, equipamentos, matérias-primas, processos, sistemas de gestão, ferramentas informatizadas, tendências de comportamento do consumidor e moda. Também é um importante momento de troca de informações com os milhares de técnicos, engenheiros, compradores, estilistas, empresários que estarão expondo ou visitando a feira. Para tornar o evento ainda melhor, este ano teremos o Fórum Fimec, que trará nomes de peso para falar sobre moda, estratégia industrial e de mercado. Uma semana realmente decisiva para quem quer ver o seu negócio evoluir.

Luis Coelho

Lus Coelho consultor internacional de empresas formado em Tecnologia de Produo de Calados e ps graduado em Educao pela Feevale, com MBA em Comrcio Exterior e Negcios Internacionais pela FGV. diretor da Coelho Consultoria Empresarial Ltda.

VEJA TAMBM...

2018 e o mercado russo

15.01.2018
O ano de 2017 foi particularmente difícil. O mercado interno se retraiu ainda mais e muitas empresas, que já vinham tendo redução nas suas vendas, passaram a sentir dificuldades para honrar seus compromissos e manter o negócio saudável. A boa notícia é que, aparentemente, o empresariado se “despregou” da situação política nacional e arregaçou as mangas para tentar sair da crise por suas próprias forças. O próximo ano, considerando o resultado das pesquisas de confiança dos empresários, os números da recuperação da economia – ainda modestos, mas pelo menos positivos – é possível ter a esperança de dias um pouco melhores. Observando a economia mundial e a evolução das tímidas reformas promovidas pelo governo brasileiro,...

Ser mais competitivo sem baixar a qualidade: este o desafio

16.08.2017
Períodos de crise econômica normalmente provocam reflexos profundos no mercado. Empresas que não possuem uma gestão eficiente acabam tendo enormes dificuldades, quando não fecham as portas. Empresas bem administradas tomam decisões necessárias para enxugar de forma inteligente, aperfeiçoam processos, melhoram a eficiência produtiva e buscam novos mercados, resultando em um negócio muito mais competitivo, que crescerá bastante quando as dificuldades diminuírem. Outras consequências também ocorrem, algumas positivas e outras negativas. Dentre estas últimas, uma que me preocupa sobremaneira é a queda de qualidade dos produtos em geral. Na busca por preços mais reduzidos a indústria calçadista, curtidora ou de bolsas e artefatos “aperta” seu fornecedor para baixar os preços das...

Competitividade: alm de tecnologia preciso bons profissionais

12.05.2017
Vou retomar um assunto que considero fundamental, não só para a indústria calçadista, mas para a de artefatos, para os curtumes e para qualquer outra atividade industrial: a qualificação dos técnicos e chefias. Paradoxalmente ao avanço tecnológico no mundo, percebo que as empresas do setor sofreram um empobrecimento do conhecimento técnico dos profissionais que atuam em sua área industrial. Há vinte anos atrás tínhamos mais técnicos melhor preparados do que hoje. Ao invés de termos evoluído neste quesito ao longo do tempo, fomos perdendo profissionais por diversos fatores e as empresas não os repuseram. Seja porque não encontraram no mercado, ou porque não adotaram a política de investir na qualificação destes profissionais, ou porque buscaram reduzir custos internos e...

Competitividade: alm de tecnologia preciso bons profissionais

05.05.2017
Vou retomar um assunto que considero fundamental, não só para a indústria calçadista, mas para a de artefatos, para os curtumes e para qualquer outra atividade industrial: a qualificação dos técnicos e chefias. Paradoxalmente ao avanço tecnológico no mundo, percebo que as empresas do setor sofreram um empobrecimento do conhecimento técnico dos profissionais que atuam em sua área industrial. Há vinte anos atrás tínhamos mais técnicos melhor preparados do que hoje. Ao invés de termos evoluído neste quesito ao longo do tempo, fomos perdendo profissionais por diversos fatores e as empresas não os repuseram. Seja porque não encontraram no mercado, ou porque não adotaram a política de investir na qualificação destes profissionais, ou porque buscaram reduzir custos internos e...

Fimec: tudo e mais um pouco

15.03.2017
Estamos chegando a mais uma Fimec, a principal feira de máquinas, insumos e componentes para calçados das Américas. Alguns acreditam que, por apresentar todos os elos da cadeia de suprimentos de calçados, ela seja a única no mundo. O certo é que esta feira é extremamente importante para o nosso setor. É ela que aponta os caminhos da tecnologia, da inovação e da produtividade para as nossas indústrias de calçados, bolsas e artefatos. Além de mostrar o desenvolvimento de produtos que agregam design, e as tendências de comportamento e de moda. Nela estarão presentes os principais fabricantes e fornecedores de todo o tipo de produto e serviço que as indústrias brasileiras e estrangeiras necessitam. Cada profissional da área deveria visitar a feira e tomar conhecimento das evoluções que...

Vai dar certo!

01.03.2017
Estamos começando um novo ano, cheio de expectativas e esperanças. 2016 foi difícil, complicado e o mercado oscilou muito. O câmbio foi às alturas e despencou, complicando a vida das empresas exportadoras de calçados e das importadoras de insumos. O varejo nacional, diante de tantas incertezas na economia e na política, pisou no freio. Toda a cadeia sentiu os efeitos desta instabilidade e tomou medidas às vezes radicais de corte de gastos, de racionalização de produto e processo, de enxugamento do grupo de trabalhadores, abortando projetos maravilhosos para retomar em um momento mais propício. Não é mais possível um país como o Brasil sofrer e passar tanta dificuldade por causa da incompetência da classe política que, ao longo dos anos, como agora ficou provado, preocupou-se quase tão somente com as...

E o que prevamos comeou a se realizar

09.12.2016
Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe! Este ditado popular se aplica perfeitamente à concorrência que a China nos impôs nos últimos 25 anos. Depois de termos exportado quase 200 milhões de pares em 1993 – nosso melhor ano em toda a história calçadista brasileira –, só acumulamos queda nos volumes exportados nos anos seguintes. Conseguimos estabilizar nos 120/130 milhões de pares nos últimos quatro anos, mas nossa participação no mercado norte-americano, que já chegou a representar 12% das importações de calçados daquele país, hoje não passa de 2%. Contudo, a China finalmente começa a dar mostras de que o dito popular é verdadeiro. Depois de mais de 30 anos só acumulando índices positivos de crescimento da produção e da...

Como manter a empresa COMPETITIVA?

09.12.2016
Nesta busca incessantemente pela competitividade, intensificada pelo momento econômico adverso, que encolheu mercados e provocou queda nos preços de venda da maioria dos bens duráveis e não duráveis, as empresas estão permanentemente buscando reduzir seus custos e aumentar sua eficiência produtiva e comercial. Tudo é colocado na ponta do lápis, medido e racionalizado. Enxugam-se linhas de produtos e profissionais com salários mais altos, espreme-se os fornecedores para que baixem seus preços, racionalizam-se os modelos para que sejam mais produtivos, automatizam-se as linhas de fabricação para obter mais eficiência produtiva. Enfim, procura-se de todas as formas manter o negócio competitivo, gerando lucratividade. Não é uma tarefa fácil. Às vezes temos que fazer um recuo estratégico, diminuindo...

Future Footwear

11.10.2016
A Abicalçados lançou recentemente, com o apoio das demais entidades do setor, o projeto Future Footwear. Esta iniciativa tem como objetivo que a cadeia coureiro-calçadista comece a pensar no seu futuro, nas tendências do mercado consumidor, em como a tecnologia vai influenciar produto, processo e equipamento. Esta iniciativa começou há dois anos, quando em conversa com o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, fizemos uma provocação à entidade, questionando como ela poderia sinalizar às indústrias os caminhos a serem percorridos para evoluir tecnologicamente e tornarem-se ainda mais competitivas e de forma globalizada. Desta conversa surgiu a ideia de elaborarmos um pré-projeto que contemplasse estudos e ações para serem trabalhados pela entidade. De posse deste documento, a equipe da Abicalçados, composta...

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