Empresário ou bolsista? Eis a questão!

26.09.2017

A 83ª edição da theMicam, que ocorreu de 17 a 20 de setembro, em Milão, encerrou o ciclo de exposições internacionais de coleções de verão 2018. Pode-se dizer, sem medo de exagerar, que foi uma feira muito boa. Nossas sandálias são as mais lindas do mundo, e o mundo reconhece isso. Os estandes de expositores do Brasil – e também os demais participantes – tiveram muitas visitas. Os brasileiros “escreveram” bastante, o que é muito alentador.

Pode-se concluir que a falta de uma GDS, e o cunho mais regional da Gallery Shoes, somou pontos a favor da theMicam. O que é muito bom, porque os gastos tanto de expositores como de compradores, de estar em duas feiras, já não é mais permissível. Mesmo os alemães estiveram em peso expondo na theMicam, o que quer dizer que não estão acreditando muito na internacionalização da Gallery Shoes.

Até o cônsul brasileiro em Milão visitou os estandes brasileiros, e tive a oportunidade de conversar com ele, ocasião em que me perguntou o que mais aflige os empresários brasileiros. Fui muito clara em dizer que a indústria esteve e está sem apoio governamental, e que todos os que tiveram o azar de ser empresários são considerados exploradores do próximo. Isso está presente por todos os lados, a ponto de lojistas serem processados como coadjuvantes dessa exploração. Além disso, como sempre friso, a falta de uma política industrial de exportação, que suavize as bruscas oscilações do valor da nossa moeda, nos impede de sermos fornecedores habituais, e passamos a ser somente fornecedores de oportunidade.

Deixando de lado os perrengues brasileiros que não se resolvem nunca, a feira foi boa, e isso é alentador! Meu recado: o Brasil que trabalha precisa de apoio e atenção! O Brasil que trabalha não quer ser bolsista!

Edela Land

Edela Land é profissional da área de comércio internacional, executiva da empresa alemã Landed Services (www.landed-services.com).
Contatos: edela@landed-services.de

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Reverso da Globalização

20.03.2017
Agora que a estação de inverno está lançada, as vendas acontecendo, e as feiras já se preparando para a próxima temporada, um olhar crítico sobre esses eventos é o que faço hoje. Há tempo que as feiras “se arrastam”. Algumas boas, outras nem tanto, a maioria de razoável para ruim. Mas na mídia, foram todas maravilhosas, centenas de milhares de pares vendidos, e milhões de dólares. Em algumas das que eu estive, não vi nada disso acontecer. Me pergunto até se errei de endereço e evento. Entre os números que são informados e entrevistas que vêm a público, uma das questões mais recorrentes nestas pesquisas é quantos pares e dólares serão vendidos a partir daquela feira. As feiras são, geralmente, no início da estação....

Adeus, GDS!

10.02.2017
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Perspectivas para 2017

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