Confort world: a linha tnue entre o velho e o novo

15.01.2018

Não sei se mergulhei no mundo do conforto pelo trabalho realizado para a Piccadilly, na europa, ou por necessidade de uso de calçados de conforto mesmo. De qualquer forma, seja por um ou por outro motivo, não consigo mais usar calçados que não sejam luvas nos meus pés, sejam com salto ou nao.

No velho mundo, esse segmento é desde sempre muito importante. Mas no brasil tem ainda muito espaço para crescer. Um dos motivos é que a população está envelhecendo, mas a outra, seguramente, é que os produtores brasileiros conseguiram imprimir uma elegancia e leveza a essas linhas, que não se vê nos tradicionais e antigos produtores.

Existe uma linha muito tênue entre o que a teenager ou pre-teen usa, e o que a mulher madura que já precisa dar mais carinho a seus pés, usa. Os materiais são os mesmos, as construções são as mesmas, as cores é que mudam um pouco, ou só a combinação delas entre si.

Por isso o velho e o novo, num determinado ponto se confundem, bastando um milimetro a mais ali ou aqui e transforma o modelo todo, e o mercado alvo tambem.

É aí que entra o talento dos modelistas: fazer com que todas as mulheres maduras, possam usar o calçado de conforto sem se sentir uma Matusalem, mas tambem sem se sentir uma teen, que não são mais.

E a teen possa se sentir igualmente na moda, por seguir as combinações de cores e de estilos propostas em tantos editoriais nacionais e internacionais, do mundo do conforto sem idade.

Eu persigo esse segmento, procurando ver justamente esses lançamentos inteligentes e pensados, seja no brasil como no exterior. Tenho visto o mesmo modelo, mesma construção, mas com detalhes num perfil pintado na sola, ou num pequeno detalhe como um debrum tenue de cores neon, fazendo toda a diferença.

E qual mulher madura que não precisa um decoté que seja uma luva? Salto não muito alto. Mas o salto faz toda a diferença. Os saltos mais inspiradores são ainda os italianos. Esse detalhe pode fazer o scarpin de ser velha ou de mulher moderna. Esta tudo ali. É só prestar atenção.

E ainda, não interessa se o cabedal for sintetico ou couro, tem de ser confortavel e bonito. Se o forro for de couro, melhor. Mas se for de sintetico que não esquenta o pé, esta tudo igualmente bem.

E por não ser de couro, alguns produtores enchem os modelos de enfeites, parecendo um pinheirinho. Parecem que querem esconder o sintetico. Isso é um erro: no sintetico se tem muito mais opções de inventar alternativas.

O publico teen não gosta desta profusão kitsch, e uma mulher madura usa o sapato para complementar o seu visual, e não para ser o mais chamativo dele.

Tenho a certeza de que esse mundo comfort tem muito a crescer, e pelo que tenho visto dos produtores como Piccadilly, Ramarim, Usaflex, Malu, Modare e outros, nossos produtos ainda vao ser objetos de desejo – alguns já são – em muitos outros continentes.

Edela Land

Edela Land profissional da rea de comrcio internacional, executiva da empresa alem Landed Services (www.landed-services.com).
Contatos: edela@landed-services.de

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Empresrio ou bolsista? Eis a questo!

26.09.2017
A 83ª edição da theMicam, que ocorreu de 17 a 20 de setembro, em Milão, encerrou o ciclo de exposições internacionais de coleções de verão 2018. Pode-se dizer, sem medo de exagerar, que foi uma feira muito boa. Nossas sandálias são as mais lindas do mundo, e o mundo reconhece isso. Os estandes de expositores do Brasil – e também os demais participantes – tiveram muitas visitas. Os brasileiros “escreveram” bastante, o que é muito alentador. Pode-se concluir que a falta de uma GDS, e o cunho mais regional da Gallery Shoes, somou pontos a favor da theMicam. O que é muito bom, porque os gastos tanto de expositores como de compradores, de estar em duas feiras, já não é mais permissível. Mesmo os alemães estiveram em peso expondo na theMicam, o que quer dizer que não...

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Notcias do Velho Mundo

29.05.2017
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20.03.2017
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