Setor coureiro segue com exportações em baixa

12.08.2020 - Michel Pozzebon / Jornal Exclusivo

Foto: Adriano Mendes de Carvalho/Divulgação
Em julho, segmento registrou queda de 23,1% no faturamento das vendas externas em comparação com o mesmo mês de 2019
As exportações do setor coureiro brasileiro seguiram em queda em julho. No mês sete, o segmento exportou 12,5 milhões de metros quadrados, que geraram um total de US$ 66,2 milhões. No comparativo com julho de 2019, o resultado representou quedas de 8,1% em volume e de 23,1% em faturamento, respectivamente. As informações são da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia, divulgadas pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB).

"A recuperação de julho sobre o mês anterior é ainda incipiente, porém demonstra uma reação importante do setor frente a uma situação de mercado ainda fraco e estagnado na maior parte dos países. Mesmo com um dólar alto, os preços continuam baixos, e contam ainda com a volatilidade da moeda, que mantém a situação atual extremamente difícil para as empresas", explica a análise do setor de inteligência de mercado do CICB.

De janeiro a julho, as exportações de couro do Brasil totalizaram 90,3 milhões de metros quadrados, que geraram um faturamento de US$ 516,6 milhões. O que corresponde a quedas de 16,7% em volume e de 28,2% em valor, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Principais mercados para o couro brasileiro de janeiro a julho de 2020:

China, com share de 26,5% (antes 25,4%) em valor e 33,8% (antes 32,1%) em área, caindo 12,7% (18,4%) em área comercializada e também com queda de 19,7% (23,6%) em valor;

Estados Unidos, com share de 18,0% (17,7%) em valor e 9,3% (9,2%) em área, têm queda de 16,6% (15,3%) em área e também de 22,9% (22,2%) em valor;

Itália, com share de 14,8% (15,3%) em valor e 18,4% (19,1%) em área, tem queda de 22,9% (26,4%) em área comercializada, e também de 38,4% (40,7%) em valor.

"Apesar de os três principais destinos ainda mostrarem quedas em relação à 2019, tanto em valor como em volume, com a melhora das exportações em relação ao mês de junho, a situação mudou de direção tanto na China como na Itália. Mesmo que modestas, asreações nestes dois países resultam em melhoras nos índices em relação ao período anterior. Os Estados Unidos melhoraram o share, porém continuam piorando os indicadores. Por outro lado, a Itália piorou o share, mas como as quedas estavam mais altas do que a média, mostrou melhora nos índices em relação ao acumulado até o mês anterior", diz a análise do CICB.

Players

Analisando outros países considerados players importantes para o couro brasileiro, destacam-se os seguintes: Vietnã, em 4º lugar do ranking (6,3% de share de valor), tem aumento de 0,7% (+12,5%) em área e queda de 28,0% (22,6%) em valor; Hong Kong, com share de 4,6% de valor, continua com crescimento de área de 17,3% (+14,5%), porém queda de valor de 38,4% (39,4%); México, mantendo o share de 4,0% em valor, agora apresenta queda de área de 7,3% (+1,5%), e também de valor de 12,9% (5,4%); e Alemanha, com share de 3,9%, com queda 41,8% (36,5%) em área e de 48,2% (44,4%) em valor.

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