Entidades do cluster coureiro-calçadista orientam associados

20.03.2020 -

Entidades representativas da cadeia coureiro-calçadista brasileira estiveram reunidas nesta quinta-feira, 19, para tratar de medidas conjuntas para redução do impacto econômico do avanço do novo coronavírus na atividade. Estavam reunidas as entidades: Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), Associação Brasileira dos Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac), Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) e Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB). Indo ao encontro das diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), o encontro dos dirigentes das entidades aconteceu de forma remota.

Na oportunidade, foi colocado que o setor vem sentindo fortemente a queda abrupta do consumo, bem como reportando o fechamento e suspensão de atividades em quase todas as localidades e que, portanto, se faz urgente uma onda de entendimento e solidariedade. Buscando orientar, pois não cabe às associações interferir nas relações comerciais entre as empresas, foi sugerido que haja uma maior abertura dos canais de diálogo e negociação com os clientes para evitar protestos de títulos, pois esses inviabilizariam o acesso a linhas de crédito. Também foram sugeridas a flexibilização de prazos de pagamento e o aceite de suspensão ou adiamento de entrega de mercadorias.

Entendimento
O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, aponta que o momento é grave e exige o entendimento entre os elos da cadeia, para evitar um agravamento do problema. “O consumo vem caindo abruptamente em função do avanço da pandemia. Desta forma, é preciso que todos, desde o fornecedor até o varejo, façam a sua parte, com compreensão e solidariedade”, comentou.

Para o presidente da Abrameq, André Nodari, a pandemia do novo coronavírus é a maior crise mundial desde a segunda grande guerra, e que por isto necessita de pronta reação da sociedade e do governo. “É hora das pessoas e empresas colocarem o bem comum acima de interesses pessoais, tanto no aspecto de saúde como no econômico. É hora dos governos agirem para minimizar a recessão”.

O representante do varejo, Marcone Tavares, presidente da Ablac, destaca que neste primeiro momento as empresas do setor estão priorizando pessoas, seus empregos diretos e indiretos. Segundo ele, na lista de prioridades estão os parceiros comerciais e por fim o Governo, que precisa dar a sua contribuição.

Já a superintendente da Assintecal, Ilse Biason Guimarães, também prevê momentos delicados, por lidar-se com vidas humanas, o que está repercutindo na economia de forma quase incontrolável. Salienta que é importante que todos contribuam, e, principalmente “busquem fortalecer essa união para buscar soluções e conduzir pleitos que possam reduzir os impactos”.

O dirigente do setor curtidor, José Fernando Bello, presidente executivo do CICB, por sua vez, destaca que a adaptação e os ajustes de todos negócios – desde os menores, até as grandes corporações – serão fundamentais para que haja um menor impacto na economia. “Isso será crucial para que tenhamos resultados positivos sobre os cuidados, a segurança e a atenção especial com as pessoas e a sociedade”, avalia.

Todas as entidades da cadeia coureiro-calçadista estão em contato permanente com seus associados para auxiliar e também colher dados sobre o impacto da pandemia na atividade, bem como solicitando medidas de apoio junto aos governos neste momento de crise.

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